Stalkear: quando é considerado crime?

Enviada em 20/09/2023

Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade em que todos possuem seus direitos assegurados de forma efetiva, além de relatar um cenário livre de problemas politicos e sociais. No entanto, a realidade brasileira é contrária ao que o autor prega, já que um ato de curiosidade passou a se tornar um vício e posteriormente, um crime, no qual Stalkear é uma celeuma persitente. Isso ocorre, ora pelo descaso governamental, ora pelo silenciamento social.

Sob esse viés, é notório que a omissão governamental é um grave empecilho. Segundo o pensador Thomas Robbes, o Estado é responsável pelo bem-estar dos cidadãos. Entretanto, tal responsabilidade não está sendo honrada, já que para darem a devida importância as perseguições, deve ocorre atos extremos de violência, sendo eles por meio digital ou físico, no qual o goveno está cumprindo seu papel de agente fornecedor de direitos mínimos, gerando falsa sensação de cidadania. Assim, para que esse bem-estar seja usufruído o governo deve sair da imobilidade em que se encontra.

Além disso, a falta de discussão e um grave empecilho. Djamila Ribeiro, explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Contudo, há um silenciamento instaurado na questão de até que ponto se torna crime visitar o perfil da rede social de uma pessoa, uma vez que pouco se fala sobre esse tema nas mídias de grande acesso, tratando essa pauta como algo supérfluo por ter se tornado comum perseguir e saber tudo por meios digitais sobre alguém. Logo, urege tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela como defende a filósofa.

Portanto, é imprescindível agir sobre esse contexto caótico. Para isso, o governo federal deve criar uma agenda específica para evitar acidentes graves indentificando cedo “Stalkers”, por meio da organização de projetos e fundos no qual a vítima não volte a ser perseguida , a fim de reverter o descaso governamental. Tal ação pode, ainda, contar com consultas públicas para entender as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir o silenciamento presente no problema. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de More na sociedade brasileira.