Stalking: o crime de perseguição no Brasil
Enviada em 10/02/2022
Na série “You”, o gerente da livraria Joe Goldberg, no momento que conhece a personagem Beck, corre para achá-la nos sites como Facebook e Instagram, e rapidamente descobre tudo sobre ela. No entanto, percebe-se que a ficção não é diferente da realidade, uma vez que o ato de stalkear as pessoas se tornou comum na sociedade. Dessa forma, é evidente que a problemática cresce não só devido à insuficiência governamental, mas também por causa da superexposição nas redes sociais.
Em primeiro lugar, cabe analisar a ausência de medidas governamentais para combater o stalking. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado deve assegurar a segurança dos indivíduos, eliminar as condições de desigualdade e. assim, promover a coesão social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Conforme pesquisas da revista Exame, 18% da população brasileira já sofreu com perseguições nas redes sociais. Diante disso, percebe-se que a postura estatal afeta gravemente a situação.
Além disso, a superexposição das pessoas na internet também pode ser apontada como promotora do problema. Muitas pessoas relatam suas rotinas nas redes como lugares que frequentam, academia, shopping, entre outros. Consequentemente, o costume de postar as coisas frequentemente torna-se uma chance para os stalkeadores perceberem um padrão e descobrir ainda mais sobre a vida dos indivíduos.
Portanto, conclui-se que medidas severas devem ser tomadas para evitar o crescimento da problemática. É necessário que o Governo ajude na causa por meio de investigações nas redes com o intuito de punir os perseguidores e diminuir os casos de stalking. Ademais, as empresas midiáticas devem fazer propagandas através da internet sobre maneiras de evitar a exposição em excesso e proteger-se no mundo digital, visando uma realidade diferente abordada na série “You”.