Stalking: o crime de perseguição no Brasil
Enviada em 15/02/2022
Na série “You”, da plataforma de streaming Netflix, o protagonista Joe Golberg desenvolve um interesse pocessivo na estudante Beck e, logo em seguida começa a persegui-la nas redes sociais, vigia-la em seu apartamento, controlar a sua vida pessoal e, aos poucos, revela ao espectador a sua personalidade de um psicopata. Não obstante, na atual realidade brasileira, essa situação é bastante comum e não se limita a celebridades pois, pessoas comuns também são vítimas de “stalkers” (termo em inglês que significa perseguidor) e, esse comportamento doentio está cada vez mais recorrente entre as queixas nas delegaciais.
Outrossim, a lei que classifica o ato como crime só começou a entrar em vigor há menos de um ano (em meados de 2021). Por outro lado, antes da medida legislativa ser sancionada já havia uma forma de denunciar e punir stalkers porém, de forma menos rígida e com um tempo menor de reclusão. Consequentemente, a criação de uma lei específica ressalta a relevância do assunto em questão para a sociedade e a imporância de se combater e prevenir o crime, visto que, este é um problema que causa sérios danos psicológicos às vítimas, que geralmente precisam de acompanhamento profissional depois do trauma vivido.
Ademais, um fator que contribui para a atuação desses criminosos é a alta exposição das pessoas nas redes sociais nesse mundo cada vez mais tecnológico. Assim, perfis abertos a qualquer um que os queiram visitar tendem a ser um alvo fácil dos que utilizam perfis “fakes” para fazer as suas vítimas. Por conseguinte, todos esses pontos revelam a fragilidade dos canais de comunicação, ao passo que evidenciam a falta de segurança que seus usuários sofrem.
Em suma, é indubitável a adoção de medidas para combater o problema. Diante do exposto, é imprescindível que os canais de mídia, por meio de campanhas, alerte aos usuários das redes sociais sobre os perigos que correm, com o objetivo de prevenir a ação de stalkers e direcionar as pessoas a um julgamento mais adequado para que os mesmos tenham consciência ao utilizar essas ferramentas e contribuam para uma comunidade mais segura.