Stalking: o crime de perseguição no Brasil
Enviada em 17/02/2022
Na obra expressionista “O Grito”, de Edvard Munch, o autor demonstra sua agonia e sofrimento da época, através da mistura de tons quentes e frios. De maneira análoga, o crime de perseguição do país, o Stalking, provoca os mesmos sentimentos no Brasil naqueles que são impactados por essa problemática tão grave. Com tal efeito, isso é agravado pela invasão de privacidade digital e pela objetificação do indivíduo.
Em primeira instância, vale ressaltar como o crime de seguir os passos de uma pessoa de forma digital revela um comportamento abusivo que pode levar a crimes piores. Neste sentido, conforme noticiado pelo G1 em 2021, a famosa streamer Haru contou que estava sendo perseguida por alguém que acompanhava as suas transmissões online e tinha muito medo de que o indivíduo cometesse um crime contra ela. Por esta perspectiva, uma lei sancionada em abril do mesmo ano tipificou o ato como crime e se tornou o acalento para pessoas como ela terem a quem recorrer quando isso estiverem sofrendo por tal ato.
Ademais, é preciso destacar como o ato de “stalkear” alguém revela comportamentos compulsivos que podem levar a obsessão através da objetificação do indivíduo. Neste sentido, na produção “Medo”, de 1996, uma garota namorava um menino e tudo estava ocorrendo bem por algum tempo. No entanto, o garoto começa a demonstrar possessividade e um desejo de controle, levando a querer saber cada passo que a moça dava e com quem, buscando assim o controle da vida e não a vendo mais como ser humano, mas sim como um apetrecho na qual, ele era o dono.
Urgem, portanto, medidas para resolver a problemática. A esfera privada deve financiar, através de isenções fiscais concedidas pelo estado, a criação de ONG’s que promovam atividades lúdicas com todo o corpo social.