Stalking: o crime de perseguição no Brasil

Enviada em 24/02/2022

Na série “You”, produzida pela Netflix, o protagonista, Joe, é apresentado como um homem obsessivo que utiliza do stalking para obter informações sobre suas vítimas e manipulá-las. Fora da ficção, milhares de brasileiros sofrem diariamente com a perseguição, seja ela feita por um ex-parceiro ou um desconhecido. É possível observar algumas consequências naqueles que foram vítimas de stalking, como por exemplo, a ansiedade social e traumas psicológicos devido ao estresse causado por esse assédio, tanto online, quanto offline.

Em primeiro plano, é importante abordar o transtorno de ansiedade social como uma das principais sequelas geradas pelo stalking. Muitos dos casos de perseguição acontecem pela internet, de maneira que o agressor obtém conhecimento de todas as informações públicas de seu alvo e começa a fazer ameaças pelos meios de comunicação. A constante preocupação em zelar pela integridade física gera uma grande desconfiança em fazer tarefas básicas, como sair de casa, por exemplo.

Paralelo a isso, vale também ressaltar que o crime de stalking não está restrito apenas ao ambiente virtual, como foi o caso de Dennis Lynn Ryder, um assassino em série dos anos 70 que seguia mulheres por dias, acompanhando-as com um carro, ficando impune por décadas. Essa mesma situação se repete nos dias atuais, onde, na maioria das vezes, homens, perseguem seus alvos por um longo período de tempo, aparecendo em sua casa ou local de trabalho. Devido à isso, ocorrem sérias perturbações psicológicas nas pessoas atingidas, causando uma série de traumas relacionados ao período que sofreram com esse crime.

Por fim, conclui-se que a presença de tal violação de privacidade possui sérios impactos na sociedade brasileira. Por mais que já exista a lei de criminalização para essa perseguição, é possível observar algumas falhas na sua aplicação, visto que há um aumento nos casos no país. Com o fim de resolver esse impasse, se mostra necessário que o Ministério da Justiça e Segurança Pública garanta a aplicação de tal lei, dando total proteção ao atingido. O papel da mídia também é fundamental para diminuir a ocorrência de ataques, incentivando a segurança nas redes sociais, através de propagandas educativas em horários nobres, para conscientizar o povo.