Stalking: o crime de perseguição no Brasil

Enviada em 27/02/2022

O documentário “O Dilema das Redes” mostra o poder do grande avanço tecnológico e o perigo que pode trazer à sociedade. Sob o mesmo ponto, pode-se citar a perseguição virtual conhecida como “stalking”, que se intensificou no Brasil após a popularização das redes sociais. Essas perseguições sempre ocorreram e mesmo que banalizadas, “stalkear” alguém é crime e a prática deve ser combatida para que tal crime não se agrave para algo pior.

A priori, deve-se destacar que o comportamento de perseguição é muito comum entre indivíduos independente da classe, além disso, o ato ocorre tanto por meio virtual, tanto por meio presencial. Por esses motivos foi criada a Lei Stalking e a pena para quem for condenado é de 6 meses a 2 anos de prisão, podendo chegar a 3 anos com agravantes, como crimes contra mulheres. Apesar da condenação a prática é banalizada e continua corriqueira entre a sociedade, desde que a lei foi aprovada milhares de casos foram registrados no Brasil.

Além disso, especialistas ouvidos pelo G1 apontaram que a maioria das ocorrências acontecem contra mulheres , por meio de parceiros e ex-parceiros, o que serve de alerta, podendo essas perseguições se tornarem crime mais graves, como acontece na série “You”, onde Joe Goldberg se encanta por Beck assim que ela entra na livraria em que ele trabalha, para conquistá-la, Joe usa as redes sociais para descobrir tudo sobre Beck e o que poderia ser um romance se transforma em uma obsessão perigosa, terminando em sequestro e assassinato. Infelizmente, esse cenário também ocorre na vida real e por isso, vítimas de “stalkers” não devem ter medo de fazer denúncias.

Fica claro, portanto, que o debate acerca do crime de perseguição no Brasil é imprescindível. Assim, cabe a mídia, grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião, abordar mais a questão do “stalking” no Brasil por meio de campanhas para informar a população sobre os perigos virtuais e ajudar a como se prevenir de “stalkers”, assim ajudando a sociedade e incentivando as vítimas a denunciarem, combatendo o crime de perseguição no país.