Stalking: o crime de perseguição no Brasil
Enviada em 05/05/2022
Durante a Guerra Fria houve o aprimoramento tecnológico e o desenvolvimento da internet, o que possibilitou o compartilhamento e a obtenção de informações de modo rápido e fácil. No entanto, mesmo com inúmeros benefícios dessa tecnologia, hoje no Brasil, seu uso de forma indiscriminada tem contribuído para o crime de perseguição. Tendo como principais problemáticas o fácil acesso à informações pessoais e a romantização do stalker nas mídias sociais.
A palavra “stalker” significa “perseguidor”, esse termo se popularizou nas redes sociais para se referir à pessoa que tem uma procura obcessiva por outra. Atualmente essa prática é considerada crime de perseguição, conhecido também como “stalking”, e não acontece apenas no ambiente virtual, embora seja nele que a maioria dos casos se sustentam. Um dos principais problemas é a facilidade de acesso à informações pessoais no meio digital, com fotos e localização em tempo real, o que tem potencializado a perseguição e o contato com a vítima, pondo em risco sua integridade.
Além dessa praticidade de obter informações, os usuários da internet também tem colaborado para a romantização do “stalker”, o que tem implicado na seriedade do assunto. Com o lançamento da série “You” na plataforma de stream Netflix, por exemplo, muitos dos comentários ao longo da série representava o protagonista como um apaixonado, só levando a sério suas atitudes obcessivas após ele assassinar a protagonista. Infelizmente, a demora na persepção de um possível “stalker” é uma realidade, e isso demonstra a necessidade da problematização dessa romantização.
Portanto, com o objetivo de combater esse crime, será necessário a adoção de medidas por parte do Estado que auxiliem na proteção de dados e que enfrentem a romantização do “stalker”. Essa, será efetivada a partir campanhas que irão isntruir as pessoas a não expor informações pessoas e como isso pode por em risco suas vidas. Tal medida também receberá o apoio das mídias e das escolas, na divulgação do projeto e no engajamento da necessidade de problematizar a romantização desses criminosos, para que se possa, enfim, levar o crime a sério e o combater com maior eficiência.