Stalking: o crime de perseguição no Brasil
Enviada em 11/03/2022
Para Steve Jobs, inventor e fundador da Apple, a tecnologia move o mundo. A partir disso, é notório o desenvolvimento das diversas áreas da sociedade, no entanto o advento das mídias sociais tem tornado comum a exposição excessiva da vida pessoal e a banalização do ato de stalkear nas redes sociais, esse caracterizado crime no Brasil, pois oferece risco a vida da vítima.
Uma pesquisa da universidade de Western do Canadá relatou que 80% dos usuários de Facebook usam a rede para stalkear a vida do ex companheiro. Em vista disso, os números alarmantes de pessoas que perseguem pelas mídias sociais a vida alheia demonstra que esse comportamento é trivial e aceito na sociedade, sendo um hábito comum nesse meio. Porém, essa atitude é um crime de perseguição no país que põe em risco a vida e a segurança da pessoa stalkeada, pois a deixa exposta e vulnerável interferindo no seu espaço pessoal.
Ademais, de acordo com uma pesquisa feita pela empresa F-Secure, 43% dos internautas brasileiros sentem que perderam o controle sobre seu conteúdo nas redes sociais . Com isso, grande parte dos usuários já percebem, que num momento cultural em que publicar é prioridade, a exposição descontrolada, a qual suas vidas são colocadas nas mídias apresentam um risco a sua privacidade, visto que qualquer um pode ter acesso à dados pessoais, rotinas, hábitos e lugares frequentados. Dessa forma, facilitando a perseguição do indivíduo.
Logo, é necessário que o Governo em conjunto com os Centros Educacionais e a Mídia instrua e conscientize a população a respeitos dos cuidados nas redes sociais, por meio de palestras e exemplos práticos dos riscos do staltking e da exposição excessiva nas redes e ressaltar a importância de desbanalizar o ator de stalkear. Para que dessa forma as perseguições sejam minimizadas e dificultadas.