Stalking: o crime de perseguição no Brasil

Enviada em 20/04/2022

Em sua canção “Fake amor”, a cantora brasileira Melody, diz que criou um perfil falso para “stalkear” uma pessoa que amava. Da música à realidade, ao observar o “stalking” no Brasil, percebe-se que esse assunto possui entraves para ser reverberado na comunidade. Nesse sentido, é importante analisar a negligência estatal e os perigos desse tipo de perseguição.

A princípio, é fulcral ressaltar que a omissão da governança acerca da segurança agrava a problemática. Nessa perspectiva, torna-se evidente a proporção da problemática ao averiguar que, segundo o G1, houveram cerca de 1000 casos registrados de stalking no Mato Grosso do Sul em 2021. Assim, tais dados escancaram a fragilidade do país acerca desse tipo de perseguição, a qual é acentuada devido a falta de políticas públicas que visem punir de maneira adequada os praticantes.

Outrossim, é notório que a falta de conhecimento sobre os perigos desse ato avultam a prática. Nesse prisma, aluda-se ao pensamento de Paulo Freire, “se a educação não tranforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” Sob esse enfoque, é necessária a criação de campanhas alertando sobre os malefícios e as consequências de “stalkear” alguém, ressaltando tanto os perigos ao perseguido, como possíveis problemas psicológicos, quanto ao perseguidor, como uma possível prisão. Desse modo, ao saber dos riscos presentes em cometer o “stalking”, a incidência de tal prática pode ser atenuada, ocasionada pelo medo dos usuários em serem punidos ao efetua-las

Dessarte, fica evidente que nem todos têm direito à segurança. Logo, cabe ao governo federal, por meio de leis, punir de maneira rigorosa os “stalkers”, e pelas mídias sociais, promover campanhas que conscientizem a população sobre os perigos dessa prática, com a finalidade de que a quantidade de perseguidores seja reduzida, e a população possa usufruir de uma melhor segurança. Em vista da concretização dessas ações, a sociedade se distanciará de práticas iguais a realizada na canção “Fake amor”.