Stalking: o crime de perseguição no Brasil
Enviada em 29/03/2022
A série “YOU”, o personagem Joe, cria uma obsessão por todas as mulheres que se interessava. Ao longo da narrativa, o personagem começa a perseguir Beck por meio das redes sociais e consequentemente, coleta dados pessoais da vítima, gerando medo e danos psicológicos. Dessa forma, percebemos o quanto isso é constatado que na sociedade atual, visto que há crescentes casos de assédio por intrusão, defrontando com o direito de privacidade dos cidadãos. Isso ocorre, devido à falta de informações e pela ausência de proteção no meio virtual.
Em primeira análise, é importante destacar a escassez de informações em respeito dos efeitos nocivos da superexposição. De acordo com filósofo Jurgens Habermas, a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Entretanto, nota-se que no contexto brasileiro, a ideia do pensador não está presente, visto que nas escolas e universidades, não há debates sobre o “stalking” e como ele é prejudicial à vida dos indivíduos. Assim, devido a essa ausência de informações, a sociedade irá compartilhar de maneira exagerada sobre sua vida pessoal nos aplicativos que não garantem segurança aos indivíduos.
Em segunda análise, podemos ressaltar que a ausência de segurança nos aplicativos também se configura como um problema. Segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser mecanismo da democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. No entanto, as redes sociais tornaram-se perigosas, pois os meios virtuais não possuem um aparato de" anti-stalking", que iria garantir a proteção dos cidadãos. Assim, sem essa segurança contra o assédio por intrusão, o direito à privacidade será impossível.
Portanto, concluímos que precisam de medidas que erradiquem os seus efeitos. O Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Comunicação, desenvolva projetos nas escolas e universidades, para a ocorrência de palestras e campanhas para expor as consequências da exposição exagerada e como garantir sua segurança nas plataformas digitais. Isso poderá ser realizado com o auxílio de profissionais da área de tecnologia, psicólogos e especialmente por pessoas que já foram vítimas dessas perseguições, com o intuito de conscientizar e alterar o comportamento dos cidadãos na internet.