Stalking: o crime de perseguição no Brasil
Enviada em 30/03/2022
O filósofo francês Sartre acredita que é direito dos humanos agir com liberdade. No entanto, esse pensamento é irresponsável no que tange à questão da perseguição no Brasil, a qual mesmo considerada um crime ainda tem pessoas que sofrem com esse problema. Nesse âmbito, destacam-se como aspectos importantes a invisibilidade e a ausência de privacidade.
Em primeira análise, o desconhecimento do assunto gera entraves para a resolução do revés. Segundo Djamila Ribeiro é preciso tirar uma situação da invisibilidade para ser possível agir sobre ela. Entretanto, não é o que acontece em relação à perseguição, visto que não há informações suficientes sobre esse problema. Com isso, muitas vezes, as pessoas não reconhecem que estão sendo vítimas, de modo a não denunciar o crime. Logo, a ausência de conhecimento precisa ser revertida para o bem do Brasil.
Além disso, a falta de privacidade nas redes sociais colabora para o problema. Na série “You”, disponibilizada pela Netflix, Joe depois de conhecer Beck explora o perfil dela em sites, como o Facebook, e coleta suas informações. Fora da ficção, tal quadro persiste no Brasil, uma vez que a ausência de privacidade nos dispositivos móveis permite com que os perseguidores encontrem a localização das vítimas, além de dar acesso à foto e mensagem, o que facilita as ameaças. Dessa forma, enquanto a falta de vida particular persistir, as dificuldades atreladas à segurança continuarão em vigor na sociedade.
Portanto, é necessário uma intervenção para diminuir a problemática. Para isso, o Ministério de segurança deve, mediante redes de televisores e sociais , a exemplo do Instagram, produzir vídeos e propagandas atribuindo informações sobre o crime da perseguição, como denunciar e dicas de como agir, a fim de ajudar os indivíduos a identificar os casos. Paralelamente, devem intervir sobre a falta de segurança nas redes midiáticas.