Stalking: o crime de perseguição no Brasil
Enviada em 12/05/2022
Segundo à Constituição Federal de 1988, a qual visa instituir os direitos dos cidadãos brasileiros nos diversos âmbitos da vida, a liberdade é uma garantia que deve ser assegurada a todos os indivíduos. Entretando, os perigos da perseguição por stalking no Brasil têm crescido e negado o direito de ir e vir de muitas pessoas. Nota-se um grave problema de contornos específicos que carece de mais atenção do Estado, visto que a maioria das vítimas são mulheres e que a maior fonte de informações gratuitas sobre as vítimas são as redes sociais.
Em uma primeira análise, é possível identificar uma causa estrutural na sociedade para que a grande massa de perseguições seja destinada ao público feminino, que é o machismo. Esse ato de violência contra a mulher foi regado no Brasil por uma sociedade patriarcal herdada da colonização européia no século XVI, e por conseguinte, o país foi estruturado em raízes misóginas e violentas. Infelizmente, é comum que os parceiros ou ex-parceiros das vítimas queiram objetificar a mulher, controlando seus passos, suas redes e vínculos sociais, sendo essa também uma forma de crime por perseguição, ainda que efetuada por pessoas próximas.
Outrossim, as redes sociais são meios de fácil acesso para os criminosos, que conseguem em apenas alguns segundos as informações sobre a localização espacial da vítima, família, lugares que frequenta etc. À exemplo disso, temos a série televisiva “Você”, na qual o personagem Joe obtêm conhecimentos hackeando o celular de sua parceira e observando suas postagens diárias e expositivas no Instagram. Tudo isso nos elucida o perigo de expor a vida pessoal por completo em redes abertas para todos os tipos de pessoas, pois não sabemos para quem estamos oferecendo esses dados do outro lado da tela.
Em suma, o stalking no Brasil provoca problemas na sociedade, portanto, urge a tomada de medidas para que esse cenário seja revertido. O Estado deve investir na conscientização de crianças e adolescentes brasileiros, através de palestras expositivas nas escolas, ministradas por professores e psicólogos, a fim de enfatizar o cuidado que deve-se ter nas relações sociais e com as informações postadas na internet. Assim, caminharemos para um país onde a base é bem instruída e não é preciso consertar homens e mulheres.