Stalking: o crime de perseguição no Brasil
Enviada em 09/11/2022
Assim como na série “You” da plataforma Netflix, Joe, um dos personagens em destaque, é capaz de ir ao extremo para entrar na vida de quem o fascina, utilizando-se principalmente do método de stalking. Não é diferente quando se trata da realidade já que, na maioria das vezes, as perseguições são feitas por parceiros ou ex-parceiros das vítimas que, em geral, são mulheres. Além destes, outros que patricam o stalking, considerado hoje como crime, são os paparazzis que, a fim de divulgarem fotos e localizações dos famosos, acabam invadindo a vida pessoal deles.
Em primeira instância, de acordo com o G1 as mulheres são os maiores alvos dos crimes de perseguição, isso porque, em uma sociedade machista o homem acredita ter posse sobre elas. Devido a isso é importante frisar que o transgressor é, geralmente, o parceiro ou ex-parceiro, de modo que o atual, ao desejar monitorar os passos da companheira, comete o crime e o ex, que não aceita a separação, decide impor medo através da perseguição. Com isso, muitas mulheres acabam mudando sua rotina, deixando até mesmo de sair de casa.
Ademais, os paparazzis também são vistos como stalker uma vez que a compulsão por fotografias e localizações de famosos podem causar desconforto a estes. Tal fato se consolida quando Carolina Ferraz, atriz, percebe estar sendo perseguida por um carro da revista Caras e reage, de forma violenta, utilizando uma barra de ferro para quebrá-lo. Destarte, a perseguição excessiva de fotógrafos desperta o lado violento do fotografado.
Desse modo, a fim de garantir sua privacidade, as vítimas do crime de perseguição devem denunciar seus respectivos stalker. Além do mais, o governo juntamente com o Poder Legislativo devem propor um aumento na pena para esses crimes, com efeito de diminuir a ocorrência destes. E por fim, em relação aos paparazzis, as fotos não autorizadas publicadas em sites devem ser derrubadas, através de denúncias feitas na própria publicação.