Stalking: o crime de perseguição no Brasil
Enviada em 13/06/2022
No desenho “Miraculous”, o personagem Adrien está em uma conversa com sua amiga Marinette quando são pegos por milhares de fãs que os seguiam para postar fotos nas redes sociais. Isso pode ser visto na realidade quando muitos são perseguidos pelos chamados “stalkers”, ou seja, pessoas que buscam por qualquer foto ou informações deles de forma abusiva e incessante. Assim, dados pessoais dos indivíduos são liberados na internet sem consentimento e isso pode afetar na saúde das vítimas.
Primeiramente, a divulgação de fotos, imagens ou conversas privadas de pessoas na internet está cada vez mais presente. Desse modo, usar o crime stalking a favor para conseguir essas informações se tornou comum entre os fãs de vários artistas e daqueles que também não são famosos. De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) são ao menos 43 denúncias por dia no estado. Basicamente, eles podem perseguir sem o consentimento do indivíduo tanto fisicamente como virtualmente em busca de qualquer informação que possam divulgar, o que deixa a vítima “encurralada” de suas ações.
Em consequência disso, a saúde psicológica desses indivíduos acaba por ser a mais afetada. Traumas, rejeições, abusos, ansiedade e medo constante são alguns dos problemas mais encontrados causados por esse crime. Segundo entrevistas do g1 com algumas vítimas, a maioria afirma que se tornaram pessoas fechadas e que os agressores ficam cada vez mais obsessivos. Nessa perspectiva, se sentem obrigadas a mudar de casa, mudar o número de telefone ou até mesmo o caminho que faz na rua por exemplo, com o objetivo de ter pelo menos um pouco de proteção.
Portanto, stalkear alguém pode espalhar dados privados sem permissão e causar problemas na saúde. Com isso, é necessário que o Governo crie um projeto para conscientizar a população de que stalking é crime e que a pena pode prever reclusão de seis meses a dois anos, além de multa. Isso pode ser feito por meio de anúncios na televisão e principalmente nas redes socias, a fim de diminuir o número de agressões e perseguições. Só assim, o que foi visto no desenho “Miraculous” pode ser rompido.