Stalking: o crime de perseguição no Brasil
Enviada em 13/06/2022
Uma boa parte das pessoas já foram “stalkeadas” nas redes sociais mesmo sem saber. Porém quando se torna obsessivo e frequente, a Lei 14.132/21 cumpre seu papel. A perseguição, tanto online quanto física, causa traumas para a vida toda. Infelizmente a maioria das vitimas são mulheres que sofrem diariamente e não se sentem seguras até mesmo para sair de casa.
Como citado anteriormente, as mulheres são alvos mais comuns e normalmente os agressores são seus parceiros ou ex-parceiros. Os motivos são diversos, como inveja, ódio, vingança, entre outros. Essa realidade foi retratada em “One Piece”, no arco de “Thriller Bark” onde um médico mata uma atriz por ela já estar em um relacionamento e não corresponder seus sentimentos. Só em São Paulo são mais de 13 mil denúncias de “stalking”, nossa pátria ocupa o quinto lugar entre os países com maior número de feminicídios do mundo.
Além da perseguição ameaçar a vida das vitimas, ela também causa traumas tanto de longo quanto de curto prazo. O alvo do “stalker” se vê obrigado a mudar sua rotina, apagar redes sociais, parar de ir a alguns lugares ou até mesmo se tornam reclusos já que tem suas vidas constantemente em risco. Com a grande circulação de informações na internet os “stalkers” se sentem mais à vontade em perseguir seus alvos.
Assim sendo, Por mais que já existam leis que criminalizam o “stalking” é necessária a conscientização da população por meio da mídia sobre o que é um “stalker” e como denunciá-lo. Além disso as redes socias devem informar sobre os riscos de postar informações pessoais nas plataformas. Desse modo teremos uma sociedade mais segura.