Stalking: o crime de perseguição no Brasil

Enviada em 13/06/2022

No livro “1984”, de George Orwell, o governo utiliza-se das “teletelas” , que era uma televisão e faz um papel parecido como das redes sociais, para o controle da população. Não diferente dessa obra, no Brasil, com a evolução da tecnologia houve o surgimento do termo “stalking”, que designa o fato de vigiar constantemente algo ou alguém de forma física ou virtual. Logo, o crime de perseguição acontece, principalmente, por mulheres vítimas do machismo, isto é, parceiros que não superam o término do relacionamento e as persegue e também, no mundo capitalista, constantemente, a população é instigada ao uso excessivo das redes sociais, podendo levar ao delito.

Em primeira análise, ressaltam-se as mulheres acometidas pelo machismo. Na sociedade machista, quando uma mulher termina um relacionamento o ex companheiro acha que possui o direito de persegui-lá por causa do término. No filme “Hush: a Morte Ouve” , retrata-se a história de uma figura feminina que terminou seu relacionamento e passou a ser vigiada tanto de forma física quanto de forma virtual. Assim, infelizmente, a realidade da protagonista é retrato de muitas mulheres brasileiras.

Além disso, outro ponto que merece destaque é o uso excessivo das redes sociais. Para tanto, não é de hoje que utilizar demasiadamente é um problema, mas cada vez mais as plataformas digitais criam mecanismos instigando ao crime, como, por exemplo, os “stories”, pois podem servir para investigar sobre a vida alheia. No documentário “O Dilema das redes”, evidencia-se as diversas ferramentas que prendem o usuário e, consequentemente, podem levar ao “Stalking”. Nesse sentido, deve haver alguma mudança no mundo da internet.

Portanto, o governo federal, que é responsável pela admistração pública do Brasil, deve criar mecanismos de segurança alertando sobre quem está vigiando constantemente, por meio de parceria com a iniciativa privada, a fim de reduzir o “Stalking”, principalmente acometido pelas mulheres. Outrossim, as empresas donas das redes sociais devem promover campanhas sobre o uso excessivo das tecnologia. Com isso, casos como em “Hush: A Morte Ouve” e perseguições parecidas mostradas em “1984” poderão ser evitadas.