Stalking: o crime de perseguição no Brasil
Enviada em 13/06/2022
No filme, “Rush, a morte ouve” a personagem Kate Siegel vive uma vida isolada desde que perdeu sua audição quando era adolescente, porém seu ex-namorado aparece com um rosto mascarado de um assassino piscótico na sua janela, colocando em prova todos os limites físicos e mentais de Katel para conseguir sobreviver. Não tão longe da ficção, a realidade no Brasil não se mostra diferente, visto que, devido a exposição de dados na internet os números de assédio aumenta de uma forma alarmante. Dessa forma, a facilidade em adquirir informaçaões nas mídias sociais e a falta de punição colaboram para a situação atual.
Em primeira análise, é importante salientar que quase todos os dados pessoais de um indivíduo ficam disponíveis na internet. Com isso, mesmo após com a quebra do relacionamento o opressor ainda tem disponível todas as informações da pessoa desejada para uma possivel “vingança”. Além disso, milhares de mulheres compartilham coisas pessoais que não deveriam ser expostas na internet, facilitando para que os casos de assédio ocorram.
Ademais, a falta de punições adequadas é mais um fator contribuinte para que tais casos não parem de acontecer, Nesse sentido, o sociólogo, Ralf Dahendorf, afirma que vivemos em um estado de anomia, onde as normas e leis contraladoras não funcionam. Com isso, os stalkers continuam praticando esse atos devido a lei não funcionar de uma forma eficiente.
Portanto,torna se evidente que, para resolver esses problemas medidas terão que ser tomadas. O governo federal, que é resposável pela administração pública do Brasil, deve criar mecanisnos de segurança nas redes sociais, por meio de uma parceria com a iniciativa privada, a fim de reduzir o número de mulheres vítimas dessas tragédias. Além disso, o Poder Legislativo deve elaborar leis, com o intuito de fiscalizar de uma maneira mais eficaz e punir de uma forma mais severa, a fim de penalizar os opressores. Em suma disso, fins trágicos como no filme, “Rush, a morte ouve” serão evitados.