Stalking: o crime de perseguição no Brasil

Enviada em 14/06/2022

O filósofo francês Sartre acreditava que a liberdade de ação é um direito humano. No entanto, esse tipo de pensamento é irresponsável quando se trata de perseguição no Brasil, e mesmo sendo considerado crime, ainda há pessoas que sofrem com isso. A invisibilidade e a falta de privacidade são aspectos importantes neste contexto.

Na primeira análise, a falta de conhecimento sobre o tema dificulta a resolução da frustração. Segundo Djamila Ribeiro, é preciso tirar a situação da invisibilidade para poder agir sobre ela. No entanto, este não é o caso em relação à perseguição, pois não há informações suficientes sobre o assunto. Como resultado, as pessoas muitas vezes não admitem ser vítimas, então não denunciam crimes. Portanto, o déficit de conhecimento precisa ser revertido em benefício do Brasil.

Além disso, a falta de privacidade nas redes sociais contribui para esse problema. Na série da Netflix “Você”, Joe navega em seu perfil em sites como o Facebook e coleta suas informações após se encontrar com Baker. Além da ficção, esse ainda é o caso do Brasil, onde a falta de privacidade nos dispositivos móveis permite que os perseguidores localizem as vítimas, além do acesso a fotos e informações, o que alimenta a ameaça. Dessa forma, as dificuldades relacionadas à segurança continuarão a existir na sociedade enquanto persistir a falta de vida privada.

Portanto, a intervenção é necessária para reduzir o problema. Para isso, o Ministério da Segurança deve produzir vídeos e anúncios na TV e redes sociais (como Instagram) que forneçam informações sobre o rastreamento de crimes, como denunciá-los e dicas de como agir para ajudar os indivíduos a identificar os casos. Ao mesmo tempo, devem intervir na falta de segurança das redes de mídia.