Stalking: o crime de perseguição no Brasil
Enviada em 06/07/2022
Na série de televisão americana “You”, a personagem principal conhece uma garota e fica totalmente obcecado por ela. As consequências para a vida da mulher incluem, até mesmo, o rapto de seu novo namorado, ação essa que começa deixá-la preocupada. Sendo assim, em paralelo com a realidade, quando qualquer indivíduo sente que está sendo perseguido, a primeira coisa que irá ser afetada é sua saúde psicológica. Portanto, uma medida que pode ser tomada para evitar cenários como esse é colocar as redes sociais em modo privado, possuíndo assim, maior controle de quem acessa o perfil.
Deste modo, para o autor Zygmund Bauman, em seus escritor sobre a modernidade líquida, as relações sociais estabelecidas atualmente são muito superficiais, por isso são facilmente substituídas, assim como na internet. Dessa maneira, privar o perfil pessoal das redes sociais é uma maneira de diminuir o fluxo de pessoas que podem ter alguma relação com o indivíduo, impedindo mais e mais contaros superficiais que possam vir a acarretar em uma situação de stalker, que ponha a segurança, o bem estar e a saúde mental em risco.
Entretanto, este crime ainda é banalizado. Apesar de existir lei própria para esses casos (LEI N° 14.132, de 1° de abril de 2021) o ato de “stalkear” alguém nas redes sociais é lidado, principalmente, como uma piada. Porém, quando essa ação que aparentemente é inofenciva, passa a ser constante e controladora, a vítima começa a se sentir encuralada, presa e oprimida. Assim, ela deixa de realizar tarefas comuns do dia a dia, como sair de casa, por medo de ser perseguida, não somente na internet, mas também na vida real, afetando diretamente a saúde mental.
Em conclusão, com base na hipótese apresentada, para que a saúde psicológica dos brasileiros seja preservada, as grandes empresas que são as donas mas maiores redes socias, devem garantir à seus usuários a segurança de que o indivíduo saiba todos os perfis que acessam sua conta, por meio de notificações. Com isso, os usuários se sentirão mais seguros, pois impedirá que a cultura de “stalkear” se propague, preservando a saúde mental dos cidadãos.