Stalking: o crime de perseguição no Brasil

Enviada em 03/09/2022

No drama coreano Oh My Venus, a protagonista Kang Joo Eun sofre de stalking nos primeiros episódios, que a deixa com vários danos psicológicos ao longo da trama. No Brasil, a palavra “stalkear” é usada de forma leve e descontraída em contexto de redes sociais, mas poucos sabem que existem milhares de pessoas sofrendo esse tipo de agressão. Muitos stalkers não conseguem lidar coma rejeição, e isso causa um desequilíbrio motivador para praticar o ato, e essa perseguição deixa danos psicológicos nas vítimas que podem perdurar a vida toda.

Pesquisam indicam que 59% das vítimas de stalking o sofriam de um parceiro íntimo. Esse fato aliado ao grande percentual de tendências psicóticas e sádicas fazem esse número ser ainda mais alarmante, já que cerca de 80% das mulheres também foram físicamente agredidas nessas relações. Nota-se que pessoas que controlam o relacionamento abusivamente têm mais chances de praticas stalking.

Partindo disso, os indivíduos que sofrem de stalking têm tendência a apresentar danos psicológicos que dificultam a socialização, como medo de sair de casa e paranóia, esses efeitos podem perdurar durante toda a vida. Porém a agressão não termina apenas no assédio psicológico, mas também pode levar ao ataque físico e até à morte.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Justiça, com parceiria ao Ministério da mulher, deve reforçar a lei do crime de perseguição com penas maiores e ter certeza de que ela será cumprida por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Espera-se, com essa medida, que o Brasil se torne um país livre de perseguições.