Stalking: o crime de perseguição no Brasil
Enviada em 25/10/2022
No contexto social brasileiro, observa-se que muitas pessoas cometem o crime de perseguição tanto nos meios físicos quantos nos meios virtuais. Esse problema mostra que o Estado e a sociedade civil falham, respectivamente, na disseminação de informes educativos e na formação moral a respeito dessa conduta equivocada.
De fato, muitos indivíduos têm atitudes que são caracterizadas como crime de perseguição. Esse problema apresenta relação direta com a displicência governamental, uma vez que essas ações são geradas diante de um escasso conhecimento popular sobre os mecanismos anônimos para a denúncia desses delitos. Nesse contexto, percebe-se que, por mais que exista a Lei de Crimes Cibernéticos, por exemplo, para coibir stalking’s no ambiente virtual, quando a União não difunde ações de instrução contra tais atos, essas ações tendem a ser perpetuadas.
Outrossim, é válido ressaltar que muitos núcleos familiares falham quanto à disseminação de formações morais sobre a conduta de perseguição. Sob esse viés, nota-se que isso ocorre, porque muitos progenitores, no período da infância, não são orientados devidamente sobre essa temática. Dessa forma, quando esses descendentes crescem, muitas vezes, iniciam relacionamentos e passam a replicar constantemente esses crimes. Nessa perspectiva, o fantástico cobriu na década de 2010 o sequestro de Eloá. Nesse enredo, o namorado da garota perseguiu e matou a jovem. Esse acontecimento relacionado a perseguição demonstra a importância da formação familiar desde a infância.
Portanto, é preciso uma mudança da postura governamental e social sobre stalking’s. Assim, com o fito de mitigar essa situação, urge que a União, por meio de uma parceria com a mídia de amplo alcance, como internet, televisão e rádio, realize campanhas educativas sobre esse crime que mostrem os mecanismos anônimos para denúncias. Por fim, as famílias devem realizar diálogos frequentes sobre a conduta da perseguição.