Stalking: o crime de perseguição no Brasil
Enviada em 04/11/2022
Stalking é o termo em inglês usado para definir um tipo de perseguição, seja física ou online, podendo resultar em cadeia. A palavra ficou popularmente conhecida em 1997, após a morte da princesa Diana, que veio a óbito em um acidente de carro enquanto fugia da perseguição compulsiva dos paparazzis. Nos dias atuais, ser vítima de stalking tornou-se algo relativamente comum, visto a alta exposição das pessoas em suas redes sociais. Em consequência, pode-se dizer que, o medo da perseguição, influencia diretamente na saúde mental da população.
Com a popularização de redes sociais, como Instagram e Facebook, que permitem o compartilhamento em tempo real de fotos com a localização, “stalkear” alguém ficou muito mais fácil. As pessoas se expoem gratuitamente em suas redes, e acompanhar isso, ao vivo, para alguns é uma forma de entretenimento, já outros, se aproveitam da inocência dos usuários e utilizam como mais uma ferramenta no ato de perseguir. No ano de 2021, a cada uma hora, 3 casos de stalking eram registrados, segundo o mapeamento do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Dessa forma, fica evidente que as redes sociais são um agravante da problemática.
Além disso, cabe destacar, os impactos que, a ideia de estarem sendo perseguidos, trazem na saúde mental dos cidadãos. Segundo a psicóloga Fernanda Berni, em alguns casos, o sentimento de medo e inseguraça é tão grande que as vítimas acreditam que sua vida está nas mãos do agressor. Dessa forma, fica evidente que, as consequências do stalking não implicam apenas no meio físico, mas principalmente, no mental.
Conclui-se, então, que o crime de perseguição no Brasil, tem como um de seus agravantes, a exposição da vida pessoal no meio online, trazendo impactos diretos na saúde mental dos cidadãos. Para tanto, cabe a indústria midiática, por meio de comerciais e propagandas, promovam campanhas de conscientização sobre os perigos do meio online, buscando informar a população que a alta exposição nas telinhas a deixa vúlnerável em relação ao agressor. Além disso, nessas campanhas, incentivem a denúncia e o acompanhamento psicológico para aqueles que foram vítimas do crime. Feito isso, o quadro será finalmente modificado no país.