Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 23/09/2019

A subnutrição pode ser registrada tanto pela escassez de alimentos, como também por uma alimentação pobre de nutrientes. Hoje, no Brasil, é possível afirmar que políticas públicas implementadas no início do século surtiram efeito, porém, desde a origem da crise econômica, em 2014, o perigo do país voltar ao mapa da fome é iminente. Essa subalimentação costuma ser registrada devido a má distribuição de renda, bem como o desperdício de comida.

Primeiramente, é importante entender como a má distribuição de renda afeta a alimentação; ela causa desigualdade social, e essa é responsável por grande parte da população não ter o dinheiro suficiente para uma alimentação saudável, visto que alimentos nutritivos e de melhor procedência são mais caros que aqueles industrializados, com preparação mais rápida e nada saudáveis. A ingestão dada por meio desse último, por serem ricos em gorduras e açúcares, causam obesidade, e de certa forma, mascara a subnutrição. Há, portanto, claramente um desequilíbrio na disposição de mantimentos.

Além disso, outro aspecto de suma relevância é em relação ao desperdício dos alimentos, que segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, cada brasileiro desperdiça cerca de 41 quilos de comida por ano. Em uma pesquisa realizada pela Embrapa sobre o assunto, constatou-se que a sociedade do país vive na chamada “Cultura da Fartuna”, que prega a ideia de que é melhor sobrar do que faltar; tal fato é observado pois tem-se o costume de fazer compras grandes, já que a comida é prioridade no orçamento da maioria. Contudo, não haveria problemas, caso as compras fossem planejadas anteriormente e aproveitadas até o fim, de forma que o descarte não fosse uma opção.

Enfim, conclui-se, em primeiro lugar, que o Ministério da Cidadania crie hortas coletivas em terrenos baldios, em especial em bairros mais carentes, com a ajuda de ONG’s, de forma que também transforme o local em um espaço voltado a sociedade, para que a população, de uma maneira geral, e especialmente a de baixa renda, tenha acesso a comidas orgânicas e gratuitas, como também possa ter o sentimento de participação do processo produtivo. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente deve promover campanhas nas redes sociais, a fim de alertar as pessoas como pequenos atos diários podem evitar a volta do Brasil no mapa da fome, e também informar sobre a situação que o país enfrenta, visto que é nesse meio que alcançará um maior público. Dessa maneira, com o decorrer do tempo, além da população ter acesso a um modo de vida mais saudável, estará munida de conhecimento, e isso resultará no cessamento do desperdício.