Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 10/09/2019

No século XVIII o escritor inglês, Thomas Malthus afirmou que a produção de alimentos cresceria numa progressão aritmética enquanto a da população em geométrica, o que viria a provocar escassez e subnutrição por enorme parte da população. No entanto, passado os séculos esse autor equivocou-se, pois é fato que nos tempos modernos existem mais alimentos do que habitantes. Por isso, deve-se, urgentemente, encontrar formas de redistribuir esses alimentos corretamente.

Segundos dados fornecidos pela ONU(Organização das Nações Unidas) atualmente há mais de 800 milhões de pessoas no mundo que passam fome diariamente. Ademais, segundo essa, a cada 4 segundos, 1 pessoa morre de inanição por dia. Não obstante, a própria Organização ainda afirma que existem mais alimentos do mundo do que pessoas. É notável que o problema mundial para a resolução desse problema não se encontra na ausência desses suprimentos, mas sim na falta de competência das autoridades e na forte desigualdade social, principalmente em países subdesenvolvidos, em que a maior parte dessa fome se concentra. No relatório anual do Banco Mundial sobre essa desigualdade, é mostrado que países que apresentam esse índice maior, tendem a sofrer mais com a fome devido à concentração da comida.

Além disso, infelizmente, situações de guerras provocam um aumento ainda maior da subnutrição, como é o caso da Somália, em que as milícias que controlam o Estado negam a entrada de suprimentos externos, o que impede a chegada desses para a população e criam um estado totalmente caótico. No, lamentavelmente o povo é o que mais sofre com políticas externas e internas que muitas vezes esse não tem absolutamente nada a ver com isso,

Diante do que foi exposto, é de suma importâncias que sejam tomadas diversas ações de vários campos da sociedade a fim de amenizar essa situação. Em primeiro lugar, os países, por meio de seus poderes legislativos, devem criar um Imposto de Redistribuição de Renda, em que o 1% mais rico do seu país pague 5% do seu seu rendimento anual com o objetivo de entregar às famílias mais pobres para que tenham mais acesso a alimentos e consequentemente possam sair do estado de subnutrição. Além disso, os empresários dessas regiões devem incentivar a criação de empregos por meio da construção de fábricas, indústrias e pequenas lojas, o que faz com que crie-se um mercado local e consequentemente a criação de riqueza local e posteriormente aumentar a renda per capita dessa população. Feito isso, o mundo terá dado um enorme salto para a superação desse problema.