Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 10/09/2019
Na literatura brasileira, é comum o cenário que retrata a fome afligindo as personagens como em “Capitães de Areia” de Jorge Amado, que se passa na cidade grande, e na obra de João Guimarães Rosa “Grande Sertão: Veredas” que tem como palco a Caatinga. Tal fenômeno é reflexo da carência de alimentos por parte da população de Norte a Sul do país, devido, sobretudo, à pobreza. Desse modo, convém relacionar os fatores que geram elevadas taxas de subnutrição e atuar para que esse quadro se inverta para melhor.
Nesse mundo desigual, no qual há abundância para poucos e carência para muitos, a distribuição de alimentos é um grande desafio a ser enfrentado. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 30% da mortalidade infantil do planeta tem como causa a subnutrição. Tendo em vista que a maioria dessas mortes ocorrem em nações pobres, faz-se necessário que haja um esforço global com intuito de atenuar os efeitos das dificuldades desses países em suprir as necessidades básicas de seus respectivos povos.
Além da falta quantitativa de alimentos, a pobreza nutricional na dieta -mesmo sendo ela com muitas refeições ao dia- do indivíduo também pode implicar a subnutrição. Nesse sentido, comidas carregadas de gordura e com baixo percentual nutritivo são grandes inimigas para uma alimentação saudável que atenda todas as necessidades corporais do ser humano. Nesse sentido, a predominância de produtos ultra processados nos mercados e a pouca atenção dada pelas pessoas em fazer suas refeições de acordo com os adequados níveis nutricionais compromete a saúde do indivíduo, o que pode gerar doenças como diabetes, obesidade, hipertensão e câncer.
Portanto, é fundamental que se haja empenho de todos, sociedade e Estado, no combate à desnutrição e para o alcance dos níveis nutricionais indicados, para que, dessa forma, diminuam-se os índices de óbitos e enfermidades geradas por tais razões. Para tanto, cabe às nações, aliado a contribuição humanitária para acabar com a miséria e a fome em regiões pobres do planeta, agir em prol de seus cidadãos com campanhas educativas que orientam as pessoas acerca da importância de se comer bem para sua saúde. Por fim, para viabilizar a prática saudável em si, devem ser implantadas políticas públicas de subsídio na agricultura de alimentos ricamente nutritivos para baratear seus preços e avisos obrigatórios nas embalagens de industrializados com seus riscos para o consumidor.