Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 01/09/2021
A Revolução Verde é o nome dado ao período relativo a meados do século XX em que houve diversas inovações tecnológicas referntes ao campo, otimizando a produtividade das colheitas. No entanto, ao contrário do que se imaginava na época, tais descobertas não foram suficientes para democratizar o acesso aos alimentos, pois, para isso de fato acontecer, deve haver, acima de tudo, mudanças de cunho econômico e não necessiariamente científicos. Dessa forma, a má distribuição da comida se dá, sobretudo, pela desigualdade existente na sociedade, sendo que para que esse cenário se inverta, faz-se necessário viabilizar condições mais igualitária de produção e de compra.
Primeiramente, é fundamental salientar que a subnutrição está ligada à escassez de alimentos, seja qualitativa ou quantitativamento, disponíveis para os indivíduos. Nesse sentido, não basta apenas adquirir qualquer tipo de comida se a mesma tiver baixo valor nutricional -os quais, muitas vezes, são mais acessíveis-, pois isso causará insuficiente saciedade ao organismo e, consequentemente, problemas de saúde como obesidade, hipertensão, anemia e diabetes. Sendo assim, é indispensável a presença de itens saudáveis na dieta das pessoas para suprir adequadamente a demanda do corpo.
Além disso, a instabilidade dos preços compromete a rotina alimentar da família, que é, muitas vezes, obrigada a mudar sua lista de compras para que seu orçamento mensal seja cumprido. Tais elevações repentinas de valor devem-se, principalmente, a priorização da exportação em detrimento da venda direcionada ao mercado interno devido a desvalorização do real. Logo, é preciso que o Estado se mobilize para diminuir esse impacto econômico na vida da população.
Portanto, é essencial viabilizar uma distribuição de alimentos mais ampla. Para tanto, cabe ao Ministério da Agricultura estabelecer cotas obrigatórias de venda ao mercado interno dos itens da cesta básica, os quais são nutritivos e fazem parte da dieta do brasileiro, capazes de suprir a demanda e estabilizar o preço e, assim, promover a democratização dos alimentos. Por fim, o Governo Federal deve retomar o programa social Fome Zero, oferecendo assistência financeira aos pequenos produtores e às famílias de baixa renda, permitindo o melhor acesso à comida.