Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 10/09/2019
A escritora Victoria Aveyard trata sobre a desigualdade social entre dois povos que são separados pela cor do sangue - vermelho e prata - em seu livro ‘A Rainha Vermelha’. Enquanto os que possuem sangue prata vivem cercados de privilégios, os vermelhos enfrentam diversos problemas, como a fome. Nesse viés, fora da ficção, a realidade pode ser comparada ao cenário da história, em que a camada mais pobre da população é a que mais sofre com a fome por conta da má distribuição de alimentos somada à preços que os segregam. Dessa forma, faz-se necessário a intervenção de cada Estado e a de instituições mundiais.
É importante analisar, primeiramente, a diferença da qualidade de vida entre pessoas de países desenvolvidos e de subdesenvolvidos. De acordo com pesquisa feita pelo site de notícias BBC, a quantidade de alimento que uma criança nos Estados Unidos ingere equivale a de cinco crianças na Índia, uma enorme e triste diferença que se torna cada mais vez mais comum. Nesse contexto, a ficção de Victoria Aveyard mostra a diferença física e intelectual entre pratas e vermelhos, em que os pratas são perceptivelmente melhores desenvolvidos, como é na vida real entre a população carente e privilegiada. A fome afeta também a capacidade de se desenvolver melhor e provoca uma estagnação na situação de vida das pessoas que sofrem com esse problema.
Por conseguinte, o problema da fome no mundo seria facilmente resolvido se houvesse uma política que distribuísse melhor os alimentos produzidos, pois não é por falta de produção que a fome persiste. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) afirma que a quantidade de comida produzida é capaz de alimentar as mais de 7 bilhões de pessoas do mundo, mas o pensamento capitalista que comanda economicamente as relações impede que países subdesenvolvidos adquiram recursos para produzir ou comprar alimentos para a população. Ademais, em países que o cenário é diferente, pessoas que não possuem boa condição financeira sofrem do mesmo problema.
Em suma, a fome é uma consequência do capitalismo que perpetua pois impede o desenvolvimento daqueles que sofrem com isso. Nessa perspectiva, para fazer jus à Declaração Universal dos Direitos Humanos - que garante a igualdade e fraternidade a todos no Artigo I - a FAO deve promover ações afirmativas que obriguem todos os Estados, por meio de multas e punições, a realizarem programas que levem tecnologia de produção para países mais necessitados e melhor distribuam os alimentos para que efetivamente a fome diminua e todos possam chegar mais perto de terem chances iguais de desenvolvimento.