Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 11/09/2019
A subnutrição vai além da fome, ela causa debilidade orgânica, doenças, incapacidade física e mental, por fim, a morte. Cuja causa, está atrelada má distribuição da comida no Brasil. Na obra “Casa Grande e Senzala” Gilberto Freyre mostra a herança cultural do país. Desde então, há abundância na casa grande e escassez na senzala. A partir dessa obra, pode-se fazer um paralelo com o Brasil atual em que, ainda, há a distribuição desigual de alimentos.
Em primeira análise, é fato que falta de comida na mesa do pobre. Entretanto, essa carência não é motivada pela falta de alimentos, como previa a teoria Malthusiana, no século XVIII, de que a produção de alimentos era desproporcional ao crescimento populacional. Isso ocorre, portanto, como resultado da má distribuição de alimentos que chega em demasia à elite da sociedade e em escassez entre os menos favorecidos. Esse fato, segundo a Confederação Nacional do Bispos do Brasil (CNBB), provoca a fome de 13 milhões de pessoas.
Ademais, a abundância excessiva de alimentos que chega à camada privilegiada da sociedade produz um desperdício em cerca de 30%, o qual promove um prejuízo anual de 2,2 bilhões de dólares para os cofres do país, segundo reportagem da Revista Superinteressante. Com esse descontrole, o que se perde, daria alimentar os 13 milhões de famintos citados pela CNBB.
Infere-se, desse modo, que não falta comida como previa Malthus. Há na verdade, a má distribuição e desperdício. Assim sendo, cabe ao Estado estimular a criação de cooperativas e financiá-las para que elas possam recolher os alimentos que seriam descartados, em bom estado de conservação, apenas por estarem feiosos ou sobrarem ao final do dia. Esses deverão ser desidratados e embalados à vácuo, para serem vendidos a preços irrisórios onde há fome. Dessa forma, haverá alimento para todos, por conseguinte, reduzir-se-á o percentual de subnutridos, além de se promover saúde em todas as camadas sociais.