Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 11/09/2019
De acordo com a teoria de Malthus, economista inglês, a população cresce em progressão geométrica e a produção alimentícia em progressão aritmética, ou seja, faltaria comida no mundo, porém, sabe-se que isso não é um fato, visto que com as Revoluções Industriais a geração de alimentos aumentou exponencialmente, isto é, comida deveria ser disponível para todos. Entretanto, essa não é a realidade de todos os países, pois a subnutrição causa indiretamente a morte de 30% das crianças no mundo, segundo a OMS, Organização Mundial de Saúde. Além disso, é importante ressaltar que a má nutrição não tem como causa a falta de alimentos, mas sim a problemas de distribuição de alimentos e carência de vitaminas, proteínas e sais minerais nos que estão disponíveis.
Uma vez que a globalização se intensificou no mundo, as desigualdades aumentaram também, principalmente a alimentar nos países em desenvolvimento. Observa-se com o Jornal da USO no Ar, que a maioria das pessoas famintas no mundo estão nesses locais, onde 12,9% da população é desnutrida. Ademais, como essas nações não têm muitos recursos, é difícil adquirir alimentos no mercado internacional, como também têm pouca competitividade nos produtos que ofertam e possuem produções locais insuficientes. Sendo assim, corrobora-se o fato de que a fome e subnutrição existem pela má distribuição e falta de comida.
Consequentemente, a desnutrição, que é a carência de nutrientes, como vitaminas, minerais e proteínas, afeta o desenvolvimento físico e mental do indivíduo, de acordo com a OMS, comprometendo sua capacidade intelectual e profissional, assim não conseguem contribuir para a evolução econômica de seus países. Dessa forma, observa-se um ciclo vicioso, em que o comprometimento econômico do país acarreta em menos recursos para produzir ou comprar alimentos, gerando subnutrição e fome. Por isso, é necessária a ajuda global, para poder quebrar com essa corrente desfavorável.
Portanto, os países desenvolvidos devem contribuir com tecnologia e pesquisas para aumentar a produção agrícola nas regiões mais pobres, como também podem investir em cientistas para que criem uma “ração” nutritiva, que pode ser enviada em massa para locais de extrema desnutrição e fome, a fim de tentar reverter ou amenizar esse cenário. Por outro lado, para melhorar a disponibilidade de alimentos, todos os Governos devem investir em melhores sistemas de armazenagem, para que os produtos durem mais tempo e de transportes, para fazer melhor distribuição de colheitas com menor perda possível delas. É preciso salientar que esse amparo é imperativo e como analisou Oscar Wilde, escritor irlandês: “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.”.