Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 03/10/2019

Conforme a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado oferecer à população boa qualidade de vida, assim como saúde e educação. Entretanto, observa-se, no Brasil, uma alta taxa de subnutrição, a qual mantém grande relação com a má distribuição de alimentos e que afeta o bem-estar da sociedade, visto que: impacta diretamente a economia do país e revela uma pouca eficiência educacional.

Primeiramente, vale destacar que a baixa nutrição, a qual deve ser encarada como uma falta de acesso aos alimentos, tem diminuído a População Economicamente Ativa (PEA). Isso porque esse problema impede o desenvolvimento saudável do indivíduo, o que prejudica seu físico e intelectual na realização de atividades diversas. Ademais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a subnutrição causa a morte de 30% das crianças, cada ano, em todo mundo. Dessa forma, as constantes mortes precoces e retardos mentais e motores devem ser minimizadas para a inexistência de perdas econômicas.

Além disso, o fator educacional é preponderante nessa análise. De acordo com Gilberto Freyre, sociólogo nascido no Brasil, o homem brasileiro é cordial e hospitaleiro. Contudo, o desperdício – consequência indireta da má divisão de alimentos que gera subnutrição – revela uma contrariedade dessa afirmação. Sob esse viés, as políticas de ensino devem orientar suas condutas para alterar essa questão.

Diante do exposto, cabe ao Poder Legislativo criar uma lei que exija a melhor repartição de alimentos, mediante o consenso entre Parlamentares, para que a subnutrição seja um impacto a menos para economia e permita o bom desenvolvimento do indivíduo, seja na esfera mental ou física. Outrossim, o Ministério da Educação deve, unido a Secretarias Municipais de Educação, propor palestras e aulas que tratem sobre o desperdício de alimentos como fator negativo. Destarte, a Magna Carta brasileira será efetivada.