Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 12/09/2019
Segundo o Existencialismo, doutrina filosófica surgida na França, no século XX, a liberdade de escolha é refletida nas condições de existência do ser. Portanto, cabe ao homem ser responsável por suas atitudes. Porém, no Brasil, em pleno século XXI, isso não passa de uma teoria, visto que a questão da subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos está em debate- o que explicita a ausência de Políticas Públicas para a manutenção do bem-estar social.
No Brasil, indubitavelmente, existe medida do governo para assegurar uma alimentação digna à população. Pode-se mencionar, por exemplo, a Constituição Federativa vigente no país, cujo objetivo – dentre outros direitos-, é garantir a todo e qualquer cidadão, independentemente de sua natureza, viver de forma íntegra, além de promover condições de liberdade de escolha de maneira ética. Isso, de certa forma, demonstra que o Estado já intenta contemplar as ideologias do Existencialismo.
Contudo, tal ação não é capaz de atenuar, verdadeiramente, os desafios da subnutrição e a má divisão das comidas, pois, devido ao baixo crescimento econômico no país - que afeta a geração de empregos e impede que várias famílias saiam de uma situação de vulnerabilidade e miséria-, o que se observa, na maioria das camadas sociais da nação, são níveis alarmantes de desnutrição e pobreza, motivados, principalmente, pela falta de oportunidades. Percebe-se, pois, as consequências da fragilidade da educação oferecida à maior parte da sociedade, que não prepara os indivíduos para exercerem, de fato, sua cidadania. A verdade é que, a subnutrição e a má distribuição de alimentos não serão atenuadas, enquanto o Estado não pautar a educação na responsabilidade de forma que contribua para o convívio em sociedade, afinal “O homem é condenado a ser livre, porque depois de atirado neste mundo torna-se responsável por tudo que faz”, diz o filósofo francês existencialista Jean-Paul Sartre.
Depreende-se, pois, que há a necessidade de investimentos no Ensino Básico – o que já é assegurado pela lei de Diretrizes e Bases, n°9.394/96. Para tanto, é plausível que o Estado, por meio do Ministério da Educação, não só contemple os componentes curriculares de Formação Cidadã e Projeto de Vida, mas também – em parceria com o Ministério do Trabalho-, desenvolva nas comunidades, palestras e campanhas publicitárias, a fim de trabalhar temas sobre o cenário mercadológico, com a finalidade de não apenas conscientizar, além de instruir e moralizar, e, por consequência atenuar a subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos. Se assim for feito, a maior parcela da nação desfrutará dos princípios existencialistas.