Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 12/09/2019

O ‘‘Mapa da Fome’’ é um indicador da Organização das Nações Unidas (ONU), o qual aponta quais países têm mais de 5% de sua população subnutrida, isto é, não possui uma alimentação com o nível calórico mínimo para uma vida saudável. Nesse sentido, em 2014, o Brasil saiu desse índice, todavia, em 2019, ele corre o risco de e voltar por causa da alta do desemprego, principalmente, uma vez que reduz o poder de compra das pessoas. Assim, a subnutrição possui como origem maior a má distribuição de alimentos, que, por sua vez, é originada pelo atual sistema econômico da nação.

Decerto, várias teorias já existiam nos séculos passados a fim de alertar a sociedade sobre uma possível situação de miséria. Exemplo disso foi que o economista Thomas Malthus afirmou, no século XIX, que a produção de alimentos não conseguiria acompanhar o crescimento populacional. Contudo, ele não sabia que haveria uma Revolução Verde- movimento técnico-científico de mecanização das atividades agrícolas- o qual aumentou muito a produtividade do campo. Tendo isso em vista, em 2018, a ONU divulgou que há quantidade de comida suficiente para  atender aos mais de 7 bilhões de habitantes do planeta, no entanto existem pessoas em condições de subnutrição porque esses alimentos são mal distribuídos.

Nessa perspectiva, o quadro de acesso desigual às comidas é consequência de processos capitalistas. Isso se deve ao fato de que, de acordo com o autor José Saramago, esse sistema econômico valoriza o ter em detrimento do ser, o que nessa lógica conturbada quer dizer que os agricultores preferem ganhar mais dinheiro do que promover o fim da fome. Desse modo, o Brasil é um dos maiores produtores de grãos do mundo, entretanto eles não chegam à mesa de muitos habitantes do território nacional, uma vez que exportar esses produtos é mais lucrativo para os proprietários de terras, o que pode fazer o país voltar para o ’’ Mapa da Fome’’ e deixando a população carente de nutrientes básicos para uma vida saudável.

Diante do exposto, a fim de que a subnutrição não seja mais realidade para muitas pessoas, o Ministério da Economia, em parceria com o da Agricultura, deve criar restaurantes comunitários gratuitos nos locais que concentram pessoas com acesso insuficiente aos alimentos. Isso pode ser feito por meio da construção pelo governo do local e ser mantido mediante a doações de alimentos de fazendeiros locais, com cunho obrigatório, pois antes de exportar a comida, não pode faltar para os próprios moradores. Dessa maneira, os brasileiros terão acesso as refeições básicas e saudáveis e o país reduzirá o quado de subnutrição, tendendo ao não retorno ao ‘‘Mapa da Fome’’.