Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 23/09/2019
Uma boa alimentação está ligada à ingestão necessária de nutrientes que o nosso corpo precisa diariamente. Porém, em alguns países, incluindo o Brasil, teve alta nos níveis de subnutrição nos últimos anos. Isso significa que as populações não estão se alimentando corretamente, e suprindo as demandas diárias de nutrientes. Nesse contexto, deve-se analisar como o desperdício de alimentos e o pouco desenvolvimento sustentável na agricultura contribuem para esse problema.
Primeiramente, o desperdício de alimentos é um dos principais fatores que contribuem para a subnutrição. Isso decorre da falta de informação por parte da população para com o descarte inapropriado de alimentos. De acordo com a Ecycle, cerca de um terço de toda a comida produzida no mundo é desperdiçada. Contudo, além de ser um prejuízo para o bolso do consumidor, também é uma prova da falta de empatia com pessoas que não conseguem ter acesso á alimentos.
Além disso, nota-se que os métodos convencionais na agricultura auxiliam para o agravamento da má distribuição de comida. Conforme explica em sua teoria, o filósofo Hans Jonas, é dever das gerações de hoje comprometer-se a encontrar novas técnicas que não esgotem os recursos do planeta, para que as próximas gerações tenham a chance de sobrevivência. Entretanto, a forma de agricultura tradicional atual costuma desgastar os solos, poluir os rios e fazer um uso indiscriminado de água, esgotando a esperança de uma boa qualidade de vida das gerações seguintes.
Portanto, são necessárias medidas que reduzam esses problemas. Desse modo, é importante uma ação governamental, que deve, por meio de mídias sociais e demais meios de comunicação, divulgar os males do desperdício de alimentos, com o fito de ajudar na conscientização da sociedade sobre o assunto e para que encontrem meios de reutilização de alimentos e, assim diminuir os índices de desperdício. Ademais, o Ministério da Agricultura, em parceria com agricultores, deve, implementar progressivamente as agroflorestas em lugares de fácil adaptação, por meio de reuniões com essa população, a fim de orientá-los nos primeiros passos dessa mudança, induzindo-os a produzir uma agricultura mais sustentável.