Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 13/09/2019

Ao longo do processo de formação da sociedade brasileira, o certame da má distribuição de alimentos a permeia. Com isso, a concentração desses em determinada parcela social, provoca o desequilíbrio da sua dispersão equânime. Por conseguinte, corrobora a má nutrição, sobretudo de crianças, devido à insuficiência de alimentos necessários ao desenvolvimento saudável. À vista disso, a integração entre as esferas públicas e individuais torna-se imprescindível para minimizar esse desequilíbrio.

O Brasil assinou em 1996 o Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, o qual determina que os governos têm por responsabilidade eliminar a fome e a desnutrição no país. Entretanto, apesar de, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura - FAO- a parcela de desnutridos no Brasil ter reduzido de 4,6% para 2,5% na segunda década do século XXI, há ainda uma quantidade considerável de pessoas convivendo com os efeitos da insuficiência alimentar. Isso se deve às negligências, sobretudo, dos governos municipais e dos consumidores, em que as perdas de alimentos ao longo, tanto da cadeia produtiva quanto do desperdício provocado pelo mau aproveitamento dos comestíveis, provocam a presente assimetria social.

Outro aspecto importante, ademais, reside na garantia à saúde. A asseguração dessa é direito de todo cidadão brasileiro, de acordo com a Constituição Federal de 1988. Em contraste, a submissão a qual parte da sociedade, mormente, a de baixa renda, se encontra, configura as instabilidades da nação. Nesse sentido, a vulnerabilidade das crianças à deficiência de nutrientes e vitaminas para o pleno desenvolvimento, provoca a subnutrição desses, o que afeta todo o corpo social no que tange, por exemplo, a formação da População Economicamente Ativa. Prova disso são os dados da Organização Mundial da Saúde - OMS-, em que cerca de 30% das mortes infantis no mundo tem por causa, ainda que indireta, a subnutrição. Por isso, é de suma importância o desenvolvimento de políticas ligadas à saúde.

Por fim, depreende-se a necessidade de ações imediatas para reverter essa conjuntura. Deve,pois, o Estado promover campanhas de conscientização para a sociedade, por meio de mídias televisivas e redes sociais, a fim de retratar os impactos do desperdício de alimentos, ao demonstrar as condições precárias de sobrevivência de pessoas menos abastadas. Bem como, o Ministério da Saúde intensificar inspeções a locais decadentes de saneamento básico e escassez de recursos, com vista a reduzir a mortalidade infantil em decorrência da subnutrição e de outras possíveis doenças. Com efeito, projetar-se-á um país mais igualitário.