Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 13/09/2019

No final do século XVIII, a Teoria Malthusiana foi bastante difundida no ocidente e revelava que o crescimento populacional superaria a oferta de alimentos, o que causaria fome e miséria no mundo todo. Esse pensamento, no entanto, tornou-se obsoleto, já que os avanços em meios de produção alimentar alcançaram resultados positivos com o passar do tempo. Entretanto, atualmente, a fome e subnutrição existentes se relacionam com a má distribuição desses recursos vinculada a questões sociais e econômicas. Logo, faz-se necessária uma reflexão crítica sobre o tema.

A princípio, é válido ressaltar que a escassez alimentar atual não está ligada ao crescimento exponencial da população proposto por Thomas Malthus, mas sim pela distribuição desigual de alimentos entre as camadas sociais. Isso porque, com o advento da Revolução Verde, na metade do século XX, as técnicas agrícolas de plantio e produção de alimentos foram aprimoradas, o que gerou um aumento significativo desse recurso. Por outro lado, a intensificação da desigualdade social  devido à ascensão do capitalismo, no final da Guerra Fria, contribuiu para a subnutrição, uma vez que os insumos alimentícios são distribuídos seguindo a lógica da “oferta e procura” em que, com o aumento da demanda, há a elevação dos preços. Com isso, as classes mais pobres são desfavorecidas, o que provoca a perpetuação do problema a nível mundial.

Além disso, deve-se pontuar que no Brasil uma das principais causas dessa desigualdade se baseia em fatores econômicas. A esse respeito, vários empreendimentos voltados à área de alimentos visam não o abastecimento local da região, mas a exportação de produtos. A exemplo, pode-se citar a subnutrição presente em regiões do sertão nordestino que, mesmo possuindo negócios locais, como a fruticultura irrigada, boa parte da produção é destinada a atender o mercado externo. Dessa forma, devido a má distribuição nessas regiões, há a elevação dos preços e, consequentemente, a exclusão das classes mais pobres no acesso a esse bem.

Destarte, para minimizar esse problema, sobretudo, no Brasil é necessário que o Governo Federal, na figura do  Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, crie políticas públicas que visem diminuir a má distribuição de alimentos no país. Isso pode ser feito por meio da implementação de incentivos fiscais e investimento financeiro para pequenos produtores e comerciantes em lugares específicos como no nordeste onde o comércio local e menor, a fim de potencializar a geração de empregos e da produção de alimentos, dinamizar a economia dessas regiões e, desse modo, erradicar a subnutrição no país.