Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 13/09/2019
Segundo o filósofo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada com um organismo vivo, onde a estabilidade é dada pelo equilíbrio entre as partes que o compõem. Com base nessa conceituação, pode-se inferir que, tal equilíbrio é rompido com a má distribuição em vigor dos alimentos, o que configura casos de subnutrição no corpo social brasileiro. Como conseguinte observa-se baixas no índice de desenvolvimento humano, evidenciando a imperiosidade de discutir a causa, a fim de reverte-la.
Em primeiro plano, é conveniente evidenciar o contexto da fome na sociedade contemporânea. Impasse que assola em sua maioria países considerados “atrasados”, é explicitamente uma realidade na qual não recebe devida atenção nas agremiações. Tal panorama é muito bem difundido por uma crítica do sociólogo Bauman, que consiste em um estado de cegueira moral, no qual permite que problemáticas como essa sejam banalizadas em uma sociedade.
Em segundo plano, cabe ressaltar a negligência por parte das estruturas governamentais. Sendo uma entidade evidentemente ineficaz na distribuição alimentícia, nota-se um descaso com a população mais necessitada, que tem como monumental conseguinte o crescimento das taxas de fome no Brasil. De acordo com o filósofo John Locke, o contratempo vigente é reflexo de uma quebra do contrato social, onde o Estado não cumpre com a obrigação de assegurar os direitos básicos dos cidadãos de sua nação.
Torna-se evidente, portanto, analisar o cenário a fim de mitigar os impactos em resultância. Para isso, cabe ao Governo Federal em parceria com o Ministério da justiça e cidadania, direcionar investimentos que assegurem o alcance à alimentação básica em todas camadas sociais. Desenvolvendo estruturas em regiões carentes, que se responsabilizem pela distribuição de cestas básicas mensais, para pessoas que comprovarem baixa renda. Desse modo, haverá melhora na distribuição e fim da miséria, contribuindo para o equilíbrio na questão social em voga.