Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 15/09/2019

Na década de 1940, ocorria a Revolução Verde, que tinha como objetivo aumentar a produtividade agrícola e diminuir a fome. Conquanto, o combate à fome e à subnutrição ainda é um problema a ser enfrentado. Isso se evidencia não só pela desigualdade social, como também pela má qualificação dos alimentos.

Segundo o jornal BBC, havia, em 2016, estimadas 815 milhões de pessoas passando fome. Tal dado mostra-se alarmante, posto que, enquanto uma camada sofre para sobreviver, o número de obesos só aumenta, principalmente em países desenvolvidos. Ademais, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a luta contra a desproporção coletiva. Sendo assim, faz-se inaceitável que autoridades responsáveis não combatam todo desequilíbrio público e econômico, deixando uma grande parcela à margem da sociedade.

Outrossim, a péssima qualidade da alimentação é um fator estarrecedor, visto que, o mundo já produz a quantidade proporcional para alimentar todos os indivíduos, mas, o desperdício e a má distribuição afetam diretamente na vida daqueles que precisam. Consoante ao considerado pai da medicina, Hipócrates, “a alimentação deve ser o único remédio para uma vida saudável”. Nesse sentido, torna-se inadmissível que a comida não seja feita e distribuída de forma correta, sem chegar nos pratos dos subnutridos e necessitados.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. Urge que o Estado, mediante redirecionamento de verbas ao Ministério da Cidadania, adjunto de empresas público-privadas globais, planeje e desenvolva projetos para informar e induzir os cidadãos a terem uma nutrição consciente, além de desenvolver políticas públicas que alcancem proporções mundiais de uma ingestão homóloga, com o intuito de salvaguardar a vitalidade coletiva e ter uma partilha justa. Dessa forma, seguindo os ideais de Hipócrates, poder-se-á aproximar-se das intenções da Revolução Verde e da Declaração Universal dos Direitos Humanos.