Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 16/09/2019
De acordo com a teoria Malthusiana, a população cresceria em progressão geométrica e os alimentos em progressão aritmética, o que acarretaria na ausência destes para alguns. Contudo, com os adventos tecnológicos do século XXI, o problema é o inverso, uma vez que grande parte da população sofre de subnutrição por causa da má distribuição alimentícia: tanto pela tecnologia concentrada e pelas questões de transporte e armazenagem.
Evoluções na agricultura como a mecanização e o desenvolvimento de técnicas que permitem o plantio em lugares independente do clima regional, marcam ainda mais a qualidade de vida populacional. De acordo com a Organização das Nações Unidas, a África é o continente que mais apresenta taxas de subnutrição. Assim, como essas localidades não possuem recursos para um desenvolvimento de práticas de plantio, os alimentos produzidos são escassos e nem sempre satisfazem o necessário para uma alimentação adequada, e por conseguinte, as pessoas não se alimentam bem e desenvolvem problemas de saúde.
Nesse cenário, como os países desenvolvidos são detentores de grande parte da distribuição dos setores agroecológicos mundialmente, pode-se inferir, que como produzem em larga escala, o que sobresse fosse redistribuído para melhor os quadros de saúde do mundo, no entanto, não é o que ocorre. No curta-metragem “Ilha das Flores” é retratado o processo de produção até e consumo de um tomate, que pelas condições insalubres durante o percurso foi descartado em um lixão servindo de alimento para uma família carente. Dessa forma, essa é a realidade de inúmeras parcelas da sociedade, alimentando-se de produtos estragados por não possuírem outra opção, ou seja, além de ingerirem o insuficiente, correm o constante risco de adquirirem infecções e doenças graves.
Portanto, para que a tecnologia seja utilizada em amplos sentidos, melhorando continuamente os direitos inerentes ao homem como saúde, é necessário ação. Logo, o Ministério da Saúde em parceria com empresas privadas, por meio da criação de leis que proíbam o descarte inapropriado, devem recolher os alimentos inapropriados para consumo e com a ajuda de Organizações Não Governamentais, criar postos de compostagem e adubagem para o solo. Tais órgãos, com o auxilio de grandes empresas do ramo, devem criar centros tecnológicos em áreas com altos índices de subnutrição, possibilitando técnicas melhores e mais recentes para o plantio, e com posterior abertura de cursos que ensinem os próprios nativos a darem prosseguimento às técnicas.