Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 17/09/2019
Ao descortinar do século XXI, a contemporaneidade, marcada pelo advento de novas tecnologias, ainda não admitiu o coeso abastecimento de alimentos por entre os cidadãos. Desse modo, torna-se presente o fenômeno da subnutrição, alimentação deficitária no que tange aos nutrientes necessários às atividades diárias de uma pessoa. Destarte, o disperdício de alimento e a má gestão de distribuição são desafios que precisam ser superados para que essa questão seja mitigada.
Mormente, uma enorme quantidade de alimento possui o lixo como o seu destino final. Nesse panorama, a cultura do “é melhor sobrar do que faltar” impulsiona o disperdício de comida no Brasil, visto que o exagero vai desde as compras no supermercado até o preparo das refeições. Diante disso, é preciso frisar que de acordo apontamentos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), cada cidadão brasileiro joga aproximadamente 40 quilos de comida no lixo por ano. Como resultado, observa-se que o consenso disfuncional de parte da sociedade participa como agente perpetuador do mal fornecimento de alimentos no país.
Outrossim, há uma má gerência no que diz respeito ao acesso à alimentação pelos países em desenvolvimento. Nessa conjectura, é salutar enumerar que a existência de áreas inadequadas à cultivação de alimentos em grande escala e o baixo poder financeiro atrelado a alta competitividade econômica dos sistemas comerciais formam obstáculos que dificultam o abrandamento da subnutrição. Fazendo-se um recorte a nível de Brasil, essa problemática atinge as regiões historicamente menos desenvolvidas - Norte e Nordeste - uma vez que esses locais carecem de assistência estatal plena e enfrentam fatores bióticos e abióticos em face do plantio de alimentos. Em corolário a isso, evidencia-se que a incúria do Estado é um fator prepodenrante para o problema discutido.
Diante dos fatos supracitados, portanto, são necessárias ações que amenizem os problemas oriundos da má distribuição de alimentos. Assim, é imperioso que as Ong`s, em parceria com as escolas, promovam reuniões de nutricionistas, sociólogos, professores, pais e alunos, em que sejam mostrados documentários e sociodramas que estimulem as pessoas a fazerem um melhor aproveitamento da comida e evitem direcioná-la ao lixo, fomentando o compartilhamento entre todos. Ademais, urge que os governos, por meio das pastas específicas de desenvolvimento social, direcionem recursos econômicos voltados à agricultura - preparação do solo, aquisição de remédios agrícolas e tecnologia mecanizada - com o fito de reduzir os impactos da pouca produção de alimentos nesses locais.