Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 14/10/2019
A Teoria Malthusiana, pregava que a fome seria resultado do desequilíbrio quantitativo entre a população mundial e a produção de alimentos. A subnutrição, é uma realidade no Brasil contemporâneo, porém, diferente do que foi previsto por Malthus sua causa não é a escassez de alimentos, mas sim sua absurda má distribuição. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro, bem como suas consequências para a vida dos cidadãos brasileiros.
Inicialmente, cabe destacar que o desperdício do que é produzido, aliado a pobreza extrema, estão entre as causas da problemática. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), cerca de 70.000 toneladas de alimentos são descartados por ano no Brasil, enquanto isso, mais de 5 milhões de brasileiros passam fome. O descarte absurdo de alimentos, é resultado do mal condicionamento do que é produzido, o que acaba causando pequenas deformações nos produtos e consequentemente, leva grande parte da população a rejeitá-los, por pensar erroneamente que esses não possuem serventia.
Ademais, é válido ressaltar os efeitos os efeitos desse fenômeno. De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, 15 pessoas morrem por dia vítimas da desnutrição. O deficit nutricional, prejudica não só o desenvolvimento físico e mental do indivíduo, visto que, ele retarda o crescimento infantil, mas também, ajuda a perpetuar o ciclo da pobreza, já que, o potencial de trabalho daqueles que passam fome, é comprometido. Esse cenário, torna-se ainda mais preocupante, tendo em vista que na maior parte dos casos, a força de trabalho é o único recurso que esses indivíduos tem para oferecer em troca do dinheiro necessário para sua manutenção.
Entende-se, diante do exposto, a necessidade de o Estado, tome medidas para reverter a subnutrição no Brasil. O Ministério da Educação, em parceria com os setores midiáticos, deve financiar projetos de educação, que discutam sobre o desperdício alimentar e ensinem formas de evitá-lo, por meio de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates sociais. Além disso, cabe ao Ministério da Agricultura, responsável por garantir a segurança alimentar, destinar verbas para a criação de bancos de alimentos, onde sejam distribuídos produtos que seriam descartados por centros comerciais, a famílias carentes. O fito de tais medidas, seria superar a situação de insuficiência nutricional no país.