Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 20/09/2019

A fome sempre foi um problema mundial. Se em outras épocas se discutia se as altas taxas de natalidade presentes em todo o globo poderiam levar à escassez de alimentos, hoje a questão é outra. Com o desenvolvimento tecnológico do setor agrícola e o, consequente, aumento da produção de alimentos, o  que se tem, atualmente, no que se refere à fabricação de comida, é a abundância. Mesmo assim, o dilema da fome ainda persiste em todo o planeta, muito devido à má utilização, bem como ao alto valor incorporado, dos recursos nutricionais.

A grande elevação dos índices de produção de comida no mundo não acarretou a erradicação da fome. Tal fato é reflexo direto do exagerado desperdício de alimentos. Segundo dados da ONU, somente nos EUA se descarta, todos os anos, a quantidade de alimentos necessária para suprir a alimentação de mais de 80% da população mundial. Ou seja, em apenas um país, joga-se no lixo a comida necessária para alimentar quase todo o mundo. Resultado disso é a falta de alimentos em outros países, o que só evidencia a ineficiente distribuição de nutrientes mundial, uma vez que em certos lugares há a sobra de comida, enquanto em outros, existe a escassez.

Diante disso, em certas regiões do globo há a pouca comida disponível, o que, via de regra, causa o desproporcional aumento do preço da alimentação, dificultando, assim, a chegada de nutrientes à mesa das populações carentes. Esse infeliz ciclo faz parte do cotidiano de mais de 800 milhões de pessoas no mundo, conforme dados da ONU, que, impossibilitadas de adquirir comida, amargam as tristes consequências da subnutrição.

A foma ainda é, portanto, uma questão mundial. Para a resolução da situação, faz-se necessário que a ONU atue no sentido de incentivar a distribuição equânime de alimentos pelo mundo, por meio de tratados que obriguem os países a vender comida a preços mais baratos às nações que enfrentam a fome, para que esses povos carentes saim da subnutrição.