Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 22/09/2019

No livro “Jogos Vorazes” de Suzanne Collins, é retratado um futuro distópico em que apresenta uma desigualdade imensa entre o povo rico da Capital De Panem que controla seus 12 distritos extremante pobre. Fora da ficção, a realidade mundial não é diferente, visto que um dos maiores problemas contemporâneos é a fome e a desigualdade.Nesse contexto, a concentração de terras atrelado ao individualismo humano contribui para a persistência dessa problemática.

Antes de tudo, é importante ressaltar os fatores que contribuem para esse mal. Um deles é o desperdício exorbitante de alimentos no mundo. De acordo Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a produção mundial de alimentos é suficiente para suprir a demanda das 7,3 bilhões de pessoas que habitam a Terra. Entretanto, aproximadamente uma em cada nove dessas pessoas ainda vive a realidade da fome. Nesse sentido, é evidente que a fome mundial é causada pela desigualdade e não pela escassez de alimento.

Além disso, devemos destacar a injusta estrutura fundiária, que impossibilitam o acesso dos trabalhadores aos meios de produção e concentram as terras nas mãos de poucos. Segundo dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), 70% do alimento dos brasileiro vem de pequenos agricultores, os quais possuem apenas 30% de terra no território nacional. Sendo assim, a maior parte da produção agrícola é destinada para a comercialização exterior e prejudica a distribuição dos alimentos no país.

Torna-se claro, portanto, a necessidade de acabar com a desigualdade do mundo. Urge que o Governo Federal, por meio de verbas governamentais, incentive a produção de pequenos agricultores, que são os principais produtores de alimentos para as famílias brasileiras, a fim de que o alimento se torne acessível à população mais pobre. Além disso, as escolas, em parceria com as famílias, devem inserir a discussão sobre o desperdício tanto no ambiente doméstico quanto no estudantil, por intermédio de palestrantes, com a participação de nutricionista, que debatam acerca da valorização do alimento e sobre como aproveitá-lo,sem desperdício. Feito isso, o conflito vivenciado no livro não se tornará realidade.