Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 24/09/2019
De acordo com o filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau, a natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável. Essa visão é facilmente observada no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, quando analisada a questão da subnutrição dos mais necessitados relacionado a distribuição irresponsável dos alimentos. Isso ocorre ora pela falta de investimento no transporte dos alimentos, ora pelo excesso de desperdício na sociedade. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidar esse problema de cunho social, do século XXI.
Sob esse viés, pontua-se o precário sistema de transporte de alimentos, como um empecilho à consolidação de uma solução. Conforme citado pelo ativista político Martin Luther King, quem aceita o mal sem protestar coopera com ele. De maneira análoga, a falta de infraestrutura para o transporte rápido de alimentos por todo o país, corrobora com o aumento nos preços dos alimentos e na distribuição voltadas as grandes cidades - essa distribuição desigual feita pelos comerciantes prejudica áreas como o sertão nordestino, pois, são locais com uma densidade populacional baixa e dificuldade no transporte-. Com isso, os alimentos não chegam à população e gera subnutrição de famílias do interior que, não tendo uma variedade na alimentação, consomem alimentos pobres em nutrientes .
Do mesmo modo, destaca-se o excesso do desperdício como um fator limitante para chegar à raiz do problema. Desde a Revolução Industrial, ocorrida no século XVIII, o comerciante usa artifícios para convencer o indivíduo a comprar compulsivamente. Nesse contexto, o consumo excessivo de produtos alimentícios pela sociedade, faz com que exista um exagero no desperdício de alimentos. Isso por que, conforme o portal de noticias G1, 30% de todos os alimentos comprados nacionalmente vão para o lixo, e assim, alimentos que poderiam ser destinados as famílias de baixa renda são desperdiçados por mal condicionamento do produto e pouca conscientização da população - isso gera problemas de falta de alimento as famílias pobres, que poderiam ser beneficiadas com um consumo mais eficiente-.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É fundamental, em vista disso, que o Ministério do Transporte, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, proporcione a criação de leis, a serem aprovadas pelo Senado, que desenvolvam um sistema de transporte mais eficiente,- podendo ser feito através de parcerias com empresas de transporte, que façam um projeto ferroviário que ligue todo o Brasil- com o intuito de abastecer todas as cidades de forma rápida e eficiente. Aliado a isso, faz necessário a criação de centros de conscientização e coleta de alimentos, que também, incentivem por meio de palestras a sociedade a consumir de maneira responsável, com objetivo de diminuir o consumo excessivo. Só assim Rousseau estará errado.