Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 23/09/2019
A falta de comida passou a ser discutida apartir do século XVIII, com o advindo da Revolução industrial. Desde então houveram aprimoramentos na agricultura e agropecuária que nos permitem produzir mais comida em menos tempo e espaço.No entanto, países como o Brasil ainda passam por problemas de subnutrição, pode-se dizer que a subnutrição advém de diversos fatores, dentre eles: a produção alimentícia volta da para o mercado externo e a desigualdade financeira entre os brasileiros.
O sociólogo britânico Thomas Malthos, através de seus estudos concluiu que em dado momento seria impossível suprir a demanda alimentar da mundial, segundo suas pesquisas a população estava crescendo em um ritmo desordenado e por isso seríamos extintos.Mas Malthos não contava com a revolução verde que trouxe consigo inovações tecnológicas como: sementes resistentes a temperatura extremas e máquinas que tornam mais veloz a produção agrícola.Essas tecnologias estão sendo usadas hoje não para exterminar o problema humanitário da fome no mundo, e sim para a produção de monoculturas destinadas a exportação e alimentação, na maioria das vezes, voltadas para animais de abate em países de primeiro mundo.
A distribuição desigual de renda por família está diretamente ligada a fome. Em 2017, o IBGE apurou e comparou dados sobre a fome e a renda média mensal domiciliar no Brasil, essa comparação nos elucida ao mostrar que os focos de fome e baixa renda estão sobrepostos. Os dados mostram que o Norte e o Nordeste são as macro-regiões que mais sofrem com essa terrível realidade.
Os impostos brasileiros são cobrados sob o produto, portanto, com o intuito de amenizar a subnutrição e a desigualdade social a Receita Federal deve implementar a cobrança de impostos sobre os salários dos cidadãos. Juntamente com a abonação de impostos para produtores que doarem parte de suas produções pra instituições sociais como escolas e famílias carentes.