Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 25/09/2019
É notório o alto capital gasto pelas empresas na produção de alimentos. Nesse sentido, tal panorama promoveu a ampliação do acesso a alimentos dos mais variados tipos, sejam eles naturais, industrializados, processados e/ou transgênicos. No entanto, nota-se que a subnutrição e a má distribuição de alimentos têm apresentado novos desafios para as sociedades contemporâneas, como a morte de milhares de crianças ao redor do planeta. Desse modo, torna-se premente analisar os principais impactos dessa problemática: o negligenciamento da falta de alimentos no países pobres e a diminuição do número de cidadãos desenvolvidos para o mercado de trabalho.
Primeiramente, é factual que o negligenciamento da fome nos países pobres é mais cômodo e barato para os países desenvolvidos. Nesse raciocínio, percebe-se que a falta de iniciativas sobre subsídios e investimentos em agrotecnologia, é preocupante nos países pobres. Isso porque já que os mesmos não possuem dinheiro, o problema permanece ligado á realidade do país e do mundo. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância, de modo que ultrapassa o da própria existência. De maneira análoga, presencia-se esses países pobres com cidadãos em subnutrição e até em estado de fome, constituindo uma sociedade sem qualidade vida alguma.
Além disso, a subnutrição é um problema que afeta o desenvolvimento físico e mental das pessoas, e corrobora para o atraso econômico do país. Ademais, se os cidadãos não se alimentam adequadamente, as necessidades biológicas não são saciadas e, também, o desempenho em suas profissões tende a diminuir, levando a produtividade das empresas (estatais ou privadas) e, logo, a do país à diminuição também.
Em suma, a subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos têm se mostrado um complexo desafio hodierno e precisam ser combatidos. Dessarte, cabe a Organização das Nações Unidas (ONU) e aos governos dos países desenvolvidos, subsidiar a exportação de alimentos e incentivar políticas tecnológicas a fim de garantir a produção de alimentos nas regões de difícil cultivo. Isso pode ser feito por meio de navios e aviões abarrotados de alimentos regularmente entregues nesses países e a iniciação de pesquisas científicas nas universidades dos países desenvolvidos sobre alimentos mais resistentes a diferentes climas. Em paralelo, deve-se realizar, também, palestras com distribuição de livretos nos países desenvolvidos, nas esferas estaduais e municipais, afim de mostrar quão grande é o problema da má distribuição de alimentos no mundo. Assim então, existirão sociedades alimentadas e aptas ao mercado de trabalho, com a qualidade de vida mencionada por Platão, que é tão importante quanto a própria existência.