Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 25/09/2019
A teoria malthusiana foi elaborada no fim do século 18 e afirmava que a população cresceria em um ritmo maior do que a oferta de alimentos poderia suprir. Hoje, é sabido que o problema não reside na falta de alimento, mas em sua má distribuição, que devido a desigualdade de renda e o descaso do Estado, faz com que a subnutrição continue a ser um problema recorrente no país.
Em primeiro plano, observa-se a desigualdade entre as classe sociais como um impedimento para a resolução do conflito. Segundo o antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro, os longos anos de escravidão criaram uma classe dominante que almeja a desigualdade para manter seus privilégios e que não sentem empatia pelo sofrimento do outro. Desse modo, nota-se um conflito social histórico, que impede que a população carente tenha acesso a condições básicas de sobrevivência.
Ademais, percebe-se uma falta de atitude do governo perante o problema social enfrentado. O segundo objetivo para o desenvolvimento sustentável, estabelecido pela ONU, é acabar com a fome, promover segurança alimentar e melhoria da nutrição. Contudo, é visível que para alcançar tais projeções, é necessário um empenho do país para que seus cidadães tenham pleno acesso a tais condições. Portanto, é preciso ações práticas que não se restrinjam apenas ao idealismo utópico.
Em suma, faz-se necessário que o combate a subnutrição seja estabelecido como uma meta essencial. Logo, para que as pessoas possam ter acesso a alimentação, urge que o Governo, unido a empresas por meio de uma parceria público-privado, criem um projeto intitulado “Fome zero”. Nesse projeto, o governo irá diminuir impostos sobre as empresas que doarem partes de seus lucros a ONGs especializadas em distribuição de alimentos. Assim, o Brasil fará com que o desenvolvimento não se restrinja a apenas uma parcela de sua população.