Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 30/09/2019
De acordo com o filósofo suíço Jean Jacques-Rousseau, a natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável. Embora correta, essa visão é facilmente observada no cenário global, sobretudo no Brasil, quando analisada a questão subnutrição pela má distribuição dos alimentos. Isso ocorre ora pela falta de vias que façam o transporte rápido, ora pelo excesso de desperdício dos alimentos. Nesse contexto, questões econômicas e sociais devem ser postas em vigor, a fim de serem devidamente compreendidas e combatidas.
Sob esse viés, pontua-se o precário sistema de transporte, como um empecilho para à consolidação de uma solução.Segundo o ativista político Martin Luther King, quem aceita o mal sem protestar coopera com ele. De amaneira análoga, a falta de infraestrutura para o transporte rápido de alimentos por todo o país, corrobora com o aumento nos preços, subnutrição de famílias pobres e na distribuição voltada às grandes cidades. Dessa forma, ocorre a distribuição desigual, feita pelo comercio alimentício, o que prejudica áreas como da região amazônica, pois, são locais com uma densidade populacional baixa e de difícil acesso, e assim, há a subnutrição de diversas famílias, que tem uma alimentação pobre em nutrientes, tendo que recorrer aos poucos alimentos da região.
Do mesmo modo, destaca-se o excesso de desperdício de alimentos na sociedade como um fator limitante para chegar à raiz do problema. Desde a Revolução Industrial, ocorrida durante o século XVIII, o comerciante usa artifícios para convencer o consumidor a comprar compulsivamente. Nesse cenário, o alto consumo de produtos alimentícios gera, também, um elevado nível de desperdício na sociedade. Logo, de acordo com o portal de notícias G1, 30% de todos os alimentos comprados nacionalmente vão para o lixo. Consequentemente, alimentos que poderiam ser destinados às famílias de baixa renda, são desperdiçados por falta de gerência do alimento e conscientização da população. Assim, ocorre aumento no índice de fome no Brasil, o que é bastante preocupante para uma sociedade.
Portanto, é possível defender que impasses econômicos e sociais constituem desafios a superar. É fundamental, em vista disso, que o Ministério do Transporte, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, proporcione a criação de leis, a serem aprovadas pelo Senado, que desenvolvam um sistema de transporte mais eficiente, -podendo ser feito por meio de contrato com empresas de transporte, que façam um projeto ferroviário que ligue todo o Brasil-, com o intuito de abastecer todas as cidades de forma eficiente. Aliado a isso, faz-se necessário a criação de centros de conscientização e coleta de alimento, que incentive por meio de palestras, a sociedade, a consumir de maneira responsável, com o objetivo de diminuir o desperdício. Só assim, Rousseau estará errada.