Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 02/10/2019

Uma das civilizações mais antigas do mundo são os povos mesopotâmicos, formados com a descoberta da agricultura às margens dos rios Tigre e Eufrates. Desde então, o mundo progride em produzir alimento. Entretanto, a ganância pelo lucro gera fatores como a baixa qualidade dos produtos e o alto custo para adquirir uma alimentação saudável. Tais fatos, mostram a necessidade de fiscalização mais intensa na produção e venda de comida.

Em primeiro plano, é válido ressaltar a importância da indústria química na agricultura. Acerca disso, foi criada a Revolução Verde, processo que trouxe inovação tecnológica e estabeleceu a agricultura moderna, que conta com fertilizantes e agrotóxicos para aumentar a produtividade. Contudo, o uso indiscriminado desses defensivos diminui a qualidade do alimento. Exemplo disso é a operação Carne Fraca, da Polícia Federal Brasileira, iniciada em 2017, a qual descobriu fraudes utilizadas por empresas frigoríficas para disfarçar o aspecto de carne estragada com uso de produtos químicos e assim, garantir a venda de toda a produção. Desse modo, para que empresas lucrem, os consumidores ficam à mercê de alimentos envenenados.

Ademais, a diferença de preço entre alimentos saudáveis e de baixo valor nutricional também influencia a subnutrição da população. Isso torna-se mais claro ao observar as diversas promoções de “fast foods”, em que um lanche custa em torno de R$8,00, enquanto um prato equilibrado tem seu valor dobrado. Logo, a definição de subnutrição, “comer mal por falta de acesso aso alimentos saudáveis”, dada pela coordenadora do grupo de nutrição e pobreza do Instituto de estudos avançados (IEA), é explicada pelo alto custo de produtos mais naturais, ou seja, sem insumos químicos que asseguram durabilidade.

Portanto, fica evidente que a fabricação do alimento deve ser melhor supervisionada com destino de proporcionar melhor alimentação da população. Para isso, setores de qualidade de empresas alimentícias devem ser vinculadas ao Ministério da Saúde, a fim de certificar a integridade do produto comercializado, tudo isso baseado em índices já estabelecidos. Além disso, o preço de alimentos altamente nutritivos deve der estabilizado pelo Estado com a finalidade de ser mais vantajoso compra-los em detrimento dos fast-foods. Assim a distribuição de alimentos será mais eficiente nas civilizações atuais.