Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 02/10/2019

Na Grécia Antiga, o culto pelo corpo belo e saudável atingiu seu apogeu histórico, e até a contemporaneidade as pessoas da região possuem longevidade, fruto principalmente alimentação natural balanceada. Entretanto, esse contexto é antagônico à várias regiões do mundo, como a África, onde a disponibilidade de alimentos é ínfima, ou muito custosa, quadro lastimável contra os direitos humanos. Esta problemática pode ser analisada em dois cenários: dos países emergentes, e dos países pobres.

No que se refere ao balanceamento alimentar nos países emergentes, como o Brasil, é necessário apontar a dificuldade para a obtenção de produtos saudáveis. A utilização de transgênicos para aumentar a taxa suporte de agrotóxicos, bem como a liberação cada vez maior do uso destes produtos nocivos, aumenta o preço dos orgânicos, uma vez que é necessário manter uma distância mínima de uma área onde houve uso de agrotóxicos, como destaca a Embrapa. Além disso, o baixo custo de embutidos e instantâneos, acompanhado da intensa rotina capitalista, estimula a subnutrição, uma vez que não há fornecimento de nutrientes essenciais.

Outrossim, quando destacamos países pobres, como muitos africanos, o problema é ainda mais profundo, ligado as leis naturais que ordenam o mercado. Se por um lado o mercado funciona vendendo seus commodits para quem paga mais, por outro, os países que menos possuem recursos são os que tem maior déficit no balanço de alimentos. Bill Gates, fundador da Microsoft, participou intensamente do fornecimento de necessidades primárias aos africanos, ao investir em descobertas sanitárias. Inegavelmente, a maior barreira é a mentalidade capitalista do mercado de alimentos, algo que deve ser combatido, por medidas como a de Bill Gates, já que é inimaginável que pessoas morram de fome em pleno século XXI, enquanto outros já estão adquirindo um iPhone 11.

A subnutrição, portanto, enfrenta intensos problemas que colocam em dúvida os benefícios do capitalismo em um panorama global. É essencial que a Organização das Nações Unidas, arrecade e direcione fundos para a criação de hortas orgânicas, bem como para equilibrar a balança comercial de alimentos nos países pobres. A taxação global das empresas de alimentos é o caminho mais eficiente, tendo em vista o astronômico faturamento da Coca Cola e outras transnacionais. Apenas por meio de tais medidas globais é possível reverter esse caótico cenário.