Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 03/10/2019
A teoria Malthusiana consiste na idéia de que a população mundial cresce acentuadamente e, a longo prazo, a produção de alimentos será insuficiente para o abastecimento civil. No entanto, essa ótica tornou-se obsoleta, visto que, apesar da subnutrição ainda ser evidente, a produção alimentícia tem capacidade de ser distribuída a todos. Nesse viés, seja pela demasia do desperdício de alimento, seja pela verocidade da desigualde social no Brasil, as mazelas da fome são notórias e devem ser resolvidas.
Em primeira análise, pontua-se que o sistema de distribuição de alimentos encontra-se defasado no contexto nacional, pois a falta de tecnológia nesse setor permite que o desperdício seja amplo, tanto no transporte, quanto no armazenamento dos gêneros alimentícios. Exemplo disso, são dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, no qual ratifica-se que são jogados no lixo cerca de 70 mil toneladas de alimento, anualmente, no país e um dos motivos é o acondicionamento. Logo, a subnutrição permanece em um ciclo vicioso, onde a miséria resulta no óbito de inúmeros cidadãos, fato que poderia ser evitado com políticas.
Além disso, ressalta-se que, consoante ao pensamento de Bauman, na atual modernidade, o consumismo ocorre de forma desenfreada e muitas vezes fútil. Diante dessa perspectiva, a falta de consciência da sociedade agrava a discrepância entre quem consome muito e os que vivem na pobreza extrema. Soma-se a isso, o fato do assistencialismo estatal à essas pessoas ser ínfimo, assim, a fome passa despercebida pelas esferas civís e políticas e a falta de acesso alimentar é a realidade de muitos.
Desse modo, é necessário que a União, junto ao Legislativo, por meio de recursos do Produto Interno Bruto, crie a ‘‘Lei da Segurança Alimentar’’ que vai incentivar industrias alimentícias na redução de 50% do desperdício anual de alimento. Posto isso, empresas que chegarem na meta receberão auxílios do Governo, como redução de alguns impostos. Ademais, essa porcentagem de alimentos será destinada à ONGs de assistencialismo alimentar, no fito da distribuição desses em âmbitos vulneráveis do país.